Blog de TIAGO SANTIAGO

06/03/2009

UAU!

Queridas e queridos, bati recorde de ausência, mesmo, como bem notou meu fiel Vicente. Acabei de ler os comentários sobre a última postagem, e vi a forte campanha dos fãs da novela para que Samira não morra. Gente, eu vou explicar. Samira se regenera e dá a luz uma bebê, depois de ser atingida por disparo da doutora Júlia, ao defender Maria. Ela descobre finalmente a força do amor e pede a Maria para que cuide de sua filha, que pede que também seja chamada de Samira. Ou seja, Samira morre, mas uma nova Samira nasce, para ter a vida feliz, a família amorosa, que ela sempre desejou. Fiz isso porque queria ter a cena do parto de Samira, onde ela também revela que o filho é do Beto, e também a cena do casamento de Maria, ainda grávida. E eu não poderia ter a Samira sem barriga, no casamento de Maria, porque a Bianca está gravidíssima. Espero não desapontar os fãs, com a decisão que já foi tomada, mas garanto que serão cenas muito emocionantes, escritas para a Bianca Rinaldi brilhar com força, neste final. Acabei de escrever a novela "Os Mutantes"e já estou escrevendo o cap.04 de "Promessas de Amor". Assim que entregar o cap. 06, prometo voltar a ser blogueiro habitual. Peço também desculpas a jornalistas e reporteres, que têm me procurado para entrevistas. Prometo responder a todos. Vejam que já estou bem no clima das "promessas de amor". Estou em Foz do Iguaçu. Visitei hoje as Cataratas. É o lugar mais lindo que já vi em minha vida, e olhem que já rodei mundo. Assim como todo muçulmano deve ir pelo menos uma vez na vida a Meca, todo brasileiro deveria vir pelo menos uma vez na vida às Cataratas. O tempo está lindo, e o Avancini vai dar show, com belíssimas imagens. O final de "Os Mutantes"e começo de "Promessas de Amor"será simplesmente imperdível. A perseguição começa no penúltimo capítulo de "Os Mutantes" e vamos ter cenas gravadas nas Cataratas e em Itaipu até o segundo cap de Promessas de Amor. Em homenagem aos fãs de Samira, segue abaixo cena que vai ao ar hoje:

CENA 14. GRANDE CELA DE SAMIRA. INT. DIA

MARIA PRESA. ENTRA SAMIRA EXIBINDO UMA SERINGA.

SAMIRA               — Hora do seu remedinho...

FALAS ABAIXO SE DESENROLAM ENQUANTO SAMIRA PREPARA A SERINGA COM A ZACARITA.

MARIA                 — A zacarita...

SAMIRA               — Sim. Mais uma das grandes invenções da Doutora Júlia. Uma droga que suspende os super poderes dos mutantes e faz de você uma prisioneira muito mais dócil. Não é o máximo?

MARIA                 — A Júlia disse que essa droga tava em testes...

SAMIRA               — Sim. E você foi a sua primeira cobaia.

MARIA                 — Então, a Júlia não sabe se a zacarita provoca algum efeito colateral... Por exemplo, numa gestante como eu, sabe?

SAMIRA               — (NA DÚVIDA) Bem... Eu não faço a menor idéia. Eu apenas aplico a droga. A cientista é a Júlia. Pergunte pra ela.

SAMIRA MOSTRA A SERINGA JÁ COM O CONTEÚDO DA DROGA.

SAMIRA               — Agora, vê se não se mexe muito... assim eu posso errar a picada e aí, vai ser pior pra você.

MARIA                 — Não faz isso, Samira.

SAMIRA               — (SURPRESA) Como é?

MARIA                 — Não me dá essa droga. Eu tô grávida, tenho medo... pelo meu bebê. Uma droga forte como essa... Quem sabe que efeitos colaterais essa tal de zacarita pode ter na criança que eu tô gerando?

SAMIRA               — (SÉRIA) Isso não é problema meu. Eu só tô cumprindo ordens.

MARIA                 — Esse bebê que eu carrego, Samira, ele é teu sobrinho. É sua família também!

SAMIRA               — (RESSENTIDA) Eu não tenho família. Nunca tive. Não sei o que é isso...

MARIA                 — Você sabe sim. Porque você tá gerando a sua própria família. Esse bebê que tá no seu ventre... Ele é sua família, agora.

SAMIRA               — (MEXIDA, MAS TENTANDO FUGIR DO ASSUNTO) Ele é só um feto... Não é nada demais...

MARIA                 — Não, Samira. Não se engana. Você tá gerando uma vida. E não existe nada mais sublime do que isso!

SAMIRA               — (DESCONVERSA) Não sei do que você tá falando... (DURA) Estica o braço.

MARIA                 — Ele já se mexeu?

SAMIRA               — O quê?

MARIA                 — Seu bebê, Samira. A nossa gravidez é mais acelerada. Ele já deve tá bem grandinho. Todo bebê se mexe na barriga da mãe. Você já sentiu seu filho se mexer?

SILÊNCIO. SAMIRA VIRA O ROSTO PARA MARIA. SEGURA A EMOÇÃO. FICA DE COSTAS PRA MARIA.

SAMIRA               — Já. Ele já se mexeu, sim. (EMOCIONADA) Pra dizer a verdade... Ele se mexe bastante...

MARIA                 — (EMOCIONADA) O meu também. (T) E como é a sensação, perceber o seu filho se mexendo dentro de você?

SAMIRA AINDA DE COSTAS PARA MARIA, TENTANDO ESCONDER SUA EMOÇÃO.

SAMIRA               — Não sei explicar... É uma coisa que eu nunca senti... Me sinto estranha... Como se... Sei lá...

SAMIRA VIRA-SE PARA MARIA.

SAMIRA               — (DURA) Não quero falar sobre isso.

MARIA                 — É como se a nossa vida passasse a ter um novo sentido, não é? Como se tudo o que a gente viveu antes parecesse apenas uma preparação pra esse momento. Como se nada mais importasse. De repente, esse ser que você não conhece ainda, se torna a pessoa mais importante da sua vida. E você sonha pra ele tudo o que de melhor você pode imaginar e não vê o momento dele nascer e ao mesmo tempo, gostaria de carregá-lo dentro de você pra sempre, tão boa é essa sensação de tá grávida, de ser mãe, de ter alguém que depende totalmente de você e do seu amor...

SAMIRA               — Amor... Não sei o que é o amor...

MARIA                 — Será que não sabe mesmo, Samira? Você não tem sonhos pro seu filho? Você não se pega imaginando como vai ser a vida dele?

SAMIRA               — Eu não queria que ele sofresse como eu sofri... Criada longe da família, sem pai, nem mãe, usada como cobaia de uma experiência sinistra... (T) Não sei por que eu tô falando isso... Eu preciso te aplicar a zacarita...

MARIA                 — O que você tá sentindo é amor, Samira!

SAMIRA               — Amor? O que eu tô sentindo... é amor?!

MARIA                 — Para de evitar entrar em contato com esse sentimento! Se deixa envolver por ele. O amor é o melhor remédio pra todos os males. E o seu filho é uma dádiva que tá te dando a oportunidade de sentir o amor em toda a sua plenitude, porque não há amor maior do que o amor de uma mãe pelo seu filho!

DE REPENTE, SAMIRA REVELA TODO O SEU MEDO E DESESPERO. QUASE CHORANDO.

SAMIRA               — (DESESPERADA) Eu não posso ter essa criança, Maria! Não posso!

NA EMOÇÃO DE SAMIRA,

CORTA PARA

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 17h13
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