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| 20/11/2008 |
Queridas e queridos, estou vivendo dias de muito trabalho e dedicação, com a novela e meu filho, que já ensaia primeiros passos, palavras e nadadas, na glória de seus dez meses e meio de idade. Estamos cada vez mais amigos. Seguem abaixo cenas que vão ao ar amanhã:
CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA DE SÃO PAULO. EXT. NOITE
CENA DE ARQUIVO. QG DOS VILÕES. EXT. NOITE
CENA 7. QG DOS VILÕES. int. NOITE
CONT. NÃO IMEDIATA DA CENA 14 DO CAP. ANTERIOR. ENTRA METAMORFO E VÊ GÓR DOMINANDO A SITUAÇÃO, COM DRÁCULA, BRAM E JOÃO RICARDO COMPLETAMENTE HIPNOTIZADOS.
METAMORFO — E aí, Gór? Como tão as coisas com a nossa visita?
GÓR — Tudo absolutamente sob controle, Meta. O Senhor João Ricardo acabou de “concordar” em me obedecer totalmente. Ele agirá como um verdadeiro escravo.
JOÃO — (HIPNOTIZADO) Eu sou seu escravo, Gór.
GÓR — E com a vantagem de ser um escravo dono de alguns milhões de reais.
METAMORFO — Lindo, Gór. Você é demais. É por isso que eu te amo tanto. E o que a gente faz com os nossos empregados vampiros?
GÓR — Por enquanto, eles podem ser úteis. Mas, por via das dúvidas, não custa reforçar a minha hipnose...
INSERIR EFEITO: OLHOS DE GÓR.
GÓR — Vocês dois manterão essa casa sempre limpa e nada de trazer visitas, garotas, ou qualquer uma das suas vítimas pra cá.
DRÁCULA e BRAM — Vamos manter a casa limpa e não vamos trazer visitas, garotas nem vítimas.
GÓR — E nem pensem em morder a mim ou o Meta.
DRÁCULA e BRAM — Nunca vamos morder você ou o Meta.
GÓR — Muito bem. Agora, você, João, vai obedecer todos os meus comandos. Vai fazer tudo o que eu mandar.
JOÃO — Vou obedecer a todos os seus comandos. Farei tudo o que você mandar.
GÓR — Muito bem, meu caro. Gosto de manter os rapazes assim. Sempre obedientes. Então, quando eu estalar os dedos, você vai esquecer que foi hipnotizado e fazer o que eu ordenar.
GÓR ESTALA OS DEDOS. INSTANTES. ELA OLHA PODEROSA PARA DRÁCULA E BRAM.
GÓR — Vocês dois, vampiros, saiam daqui. Preciso falar a sós com o João Ricardo.
DRÁCULA E BRAM SAEM DE CENA. GÓR SE DIRIGE A JOÃO.
GÓR — Preciso de dinheiro, João Ricardo. Quero que você vá agora mesmo ao seu banco, saque cem mil reais e traga pra mim. Quero fazer compras pros meus bebês. Brinquedos, roupinhas, comidinhas e muito mais. Você sabe como crianças consomem, não sabe?
JOÃO — Claro. Já estou indo ao banco sacar os cem mil reais pra você.
METAMORFO — Peraí! Cem mil?
GÓR — Você acha pouco, Meta?
METAMORFO — Se ele já vai ter todo esse trabalho de ir ao banco, já podia sacar mais uma grana...
GÓR — É, você tem razão, querido. Talvez a gente não tenha tanto tempo para ficar fazendo vários saques... Samira, Juli e os reptilianos são muito poderosos. Eles vão acabar descobrindo o nosso esconderijo.
METAMORFO — Que, aliás, nem é assim tão original.
GÓR — Por isso mesmo viemos pra cá. Por ser o lugar mais óbvio, é também o menos provável. Mesmo assim, precisamos agir com todo cuidado e muita rapidez... (P/ JOÃO) João Ricardo, quanto é possível você levantar no banco, imediatamente, sem muita burocracia?
JOÃO — No momento, o máximo é cem reais, porque já passou das dez horas da noite.
METAMORFO — Cem reais? Isso é o máximo que você consegue?
JOÃO — Bem, eu tenho três milhões de dólares numa mala, guardada num cofre no hotel onde eu tô hospedado.
GÓR — (SURPRESA) Três milhões de dólares?!
METAMORFO — (IMPRESSIONADO) É... Tá começando a melhorar... Faz assim, ô, Borba Gato, pega essa grana toda aí e traz tudinho aqui pra gente. Bem rapidinho, tá ligado?
GÓR — Vá, João, agora. E não demore.
JOÃO — Já estou indo. Com licença.
JOÃO SAI DE CENA. GÓR E METAMORFO FESTEJAM.
METAMORFO — Górzinha, querida, a gente vai faturar três milhões de dólares, assim, num estalar de dedos! Esse seu poder de persuasão, de convencimento, de super hipnose telepática é simplesmente maravilhoso, fenomenal, extraordinário!
GÓR — É verdade. Pra fugir da Juli e dos reptilianos vamos precisar de todo dinheiro que a gente conseguir juntar, meu querido.
METAMORFO BEIJA GÓR.
CORTA PARA
Vejam mais cenas de amanhã, abaixo:
Escrito por TIAGO SANTIAGO às 23h13
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CENA 22 . CORREDOR.CELA. int. NOITE
MARIA ESTÁ DEITADA NO CHÃO. MARCELO ESTÁ AGACHADO PERTO DELA. OS DOIS CONVERSAM BAIXINHO.
MARCELO — Tomara que dê certo, Maria.
MARIA — Vai dar certo, se Deus quiser. Mas você vai ter que parecer triste, Marcelo. (RALHA, BRINCANDO) Pára de sorrir!
MARCELO — É que é difícil de controlar. Não acredito que a gente vai sair daqui!
MARIA — Mas pra isso nosso plano tem que funcionar. Você precisa ser um ator, Marcelo. Faz cara de desesperado.
MARCELO — Deixa comigo.
MARIA — Eles tão chegando. Boa sorte!
MARIA FECHA OS OLHOS RAPIDAMENTE E DEIXA TOMBAR O ROSTO PARA O LADO, COMO SE ESTIVESSE MORTA. MARCELO DÁ UMA OLHADINHA RÁPIDA PARA A PORTA E FINGE QUE ESTÁ SOFRENDO. COMEÇA A GRITAR.
MARCELO — Nãoooo! Maria!! Não pode ser!!!
KÍDOR APARECE NA PORTA DA CELA E VÊ MARCELO COM MARIA NOS BRAÇOS. MARCELO CONTINUA O TEATRINHO, SABENDO QUE ESTÁ SENDO VIGIADO.
MARCELO — O que vai ser de mim agora sem você, meu amor?
COMANDANTE — Ela não resistiu?
MARCELO DEIXA MARIA, SE LEVANTA E COMEÇA A GRITAR PARA KÍDOR, FINGINDO.
MARCELO — Não! A Maria morreu! Vocês demoraram tanto pra vir ajudar que aconteceu uma tragédia!
KÍDOR ENTRA NA CELA E SE APROXIMA DE MARIA.
COMANDANTE — Uma pena. Tinha muitos planos pra ela. Mas ainda temos você pra usar de cobaia, Montenegro.
MARIA SE LEVANTA NUM SALTO, TIRA A ARMA DE KÍDOR, QUE ESTAVA DESPREVINIDO, E APONTA A ARMA PARA SUA CABEÇA.
MARIA — Negativo. Nem eu nem o Marcelo vamos ser cobaias de ETs!
GUARDAS VÃO APONTAR ARMAS.
MARIA — Soltem as armas ou eu explodo a cabeça do comandante!
COMANDANTE — Desgraçados! Vocês me enganaram!
MARCELO — (SATISFEITO) Você vê as loucuras que a gente não faz por amor, Kídor!
NA TENSÃO, COM MARIA APONTANDO A ARMA PARA KÍDOR,
CORTA PARA
CENA DE ARQUIVO. ILHA. EXT. NOITE
CENA DE ARQUIVO. CASA ABANDONADA. EXT. NOITE
CENA 2. CASA ABANDONADA. INt. NOITE
CONT. DA CENA 7 DO CAP. ANTERIOR. TATI, ROSANA, LEONOR E AQUILES ESTÃO ACUADOS PELA COBRA GIGANTE.
INSERIR EFEITO: PLANO DA COBRA SURGINDO EM GRANDE ESTILO. SONOPLASTIA PONTUA. INSTANTES NA COBRA. CURTIR. VALORIZAR O EFEITO ESPECIAL. VOZ DE TATI EM OFF SOBRE IMAGENS DA SERPENTE.
TATIANA — (OFF SOBRE IMAGENS) Uma cobra gigante! Será que é isso mesmo que tô vendo? De onde surgiu um animal tão assustador como esse? Uma cobra pequena já provoca medo. Imagine só uma cobra desse tamanho! Vou ter que me concentrar pra poder enfrentar esse bicho medonho.
LEONOR — (APAVORADA) Morro de medo de cobra. Esse é um bicho muito traiçoeiro.
ROSANA — Essa ilha é cheia de cobras. Já vi muitas, de tudo quanto é tamanho. Mas nunca tinha visto uma desse porte. Como vamos enfrentar uma cobra gigante?
LEONOR — Venham todos para o manto. Se escondam comigo no manto da invisibilidade. Venha, Rosana. Venha, Aquiles. Venha, Tati.
ROSANA CORRE PARA JUNTO DE LEONOR PUXANDO AQUILES PELA MÃO. TATI MAIS AO LADO, FICA PARADA.
ROSANA — Vamos, Aquiles. Venha se esconder, filho. Não temos como lutar com esse bicho.
AQUILES — Venha com a gente, Tati. Vamos ficar invisíveis com a Leonor.
TATIANA — Eu vou enfrentar essa serpente. Apenas eu posso fazer isso.
LEONOR — Venha ficar com a gente. Não seja teimosa. Esse bicho é muito perigoso.
TATIANA — Se escondam vocês. Rápido.
LEONOR ABRAÇA ROSANA E AQUILES COM O MANTO DA INVISIBILIDADE. COLOCA O CAPUZ.
INSERIR EFEITO: ROSANA, AQUILES E LEONOR FICAM INVISÍVEIS.
AGORA ESTÃO APENAS TATIANA E A SERPENTE. FRENTE A FRENTE. TATIANA FAZ UM GESTO COM A MÃO.
INSERIR EFEITO: ONDA DE ENERGIA SAI DA MÃO DE TATI. ONDA DE ENERGIA ATINGE COBRA QUE FICA ASSUSTADA E RECUA, COM MEDO DE TATI. INSTANTES.
INSERIR EFEITO: COBRA SAI POR ONDE ENTROU.
INSERIR EFEITO. LEONOR, ROSANA E AQUILES FICAM VISÍVEIS.
AQUILES — Graças a Deus, a cobra mutante foi embora!
LEONOR — Obrigada, Tati, você foi tão corajosa. Parabéns por você usar seus poderes com tanta competência. Fiquei impressionada.
ROSANA — É uma jovem heroína! Olho pra você e lembro da minha filha Ágata. Ela também tem poderes, mas só usa no momento certo assim como você. Não fica abusando.
TATIANA — Obrigada, Leonor. Obrigada, Rosana. Essa minha temporada nessa ilha me fez mudar muito. Me sinto mais adulta. Mais poderosa...
LEONOR — Você tá crescendo, Tati, tá ficando mocinha... Seus poderes ainda vão aumentar muito.
AQUILES SE AFASTA UM POUCO. VAI ATÉ PERTO DO LUGAR EM QUE A COBRA SAIU. ELE FICA LONGE DE ONDE ESTÃO LEONOR E ROSANA. TATIANA VAI ATRÁS DE AQUILES.
TATIANA — E você, Aquiles? Não vai me dizer nada? Também botei a serpente pra correr por sua causa. Pra defender você.
AQUILES — Valeu mesmo, Tati. Vou ficar te devendo essa. Um dia desses, quando você deixar de ser pirralha, quem sabe eu até te dou um beijo de agradecimento.
TATIANA — Pára com isso, Aquiles, não me chama de pirralha. Já tô ficando uma mocinha. Se quiser posso até arrumar um namorado, sabia?
AQUILES — Aqui nessa ilha? Quem é que vai querer namorar você? O homem-gelo? O homem-macaco?
TATIANA — Sei lá. Talvez um rapaz simpático e magrinho que tem o dom da super velocidade.
AQUILES DÁ UMA RISADA.
AQUILES — Você é muito criança pra mim. Tô a fim de arrumar uma namorada madura. Uma garota com quem eu possa conversar. E não uma criança ingênua como você.
AQUILES OLHA PARA TATI CHEIO DE CONFIANÇA E SAI. TATI FICA INVOCADA COM A REAÇÃO DE AQUILES.
NA REAÇÃO DE TATI,
CORTA PARA
Escrito por TIAGO SANTIAGO às 23h05
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| 17/11/2008 |
Hoje, segunda, tivemos prévia de 15 com picos de 19! E "Prova de Amor" já está subindo à tarde, garantindo segundo lugar isolado.
Segue abaixo cena que vai ao ar amanhã. E mais abaixo ainda, há uma cena que achei bonita no ar hoje (o envelhecimento de Cris).
CENA DE ARQUIVO. ILHA. EXT. DIA
CENA 8. CORREDOR. CELA. int. dia
MARCELO E MARIA DENTRO DA MESMA CELA DO LABORATÓRIO. ELES DORMEM. MARIA É A PRIMEIRA A ACORDAR.
MARIA — Marcelo! Marcelo! Acorda, Marcelo! Acorda!
MARCELO COMEÇA A MEXER A CABEÇA. ACORDA MEIO SONADO.
MARCELO — Maria... Você tá bem? O que foi que aconteceu?
MARIA — A gente tá preso... numa das celas do laboratório.
MARCELO — Ainda tô meio atordoado.
MARIA — É o efeito dos dardos tranqüilizantes.
MARCELO — Aquele alien... ele disse que vai colocar um implante, um chip na gente... Ele falou isso? Não foi um pesadelo?
MARIA — Não, Marcelo, infelizmente este pesadelo é real. Fomos presos. Disseram que vão usar a gente como cobaias.
MARCELO — Ainda bem que eles prenderam nós dois na mesma cela. Se não tivermos nada, pelo menos teremos um ao outro e isso pra mim é tudo. Te amo muito, Maria.
MARIA — Eitalelê! Também te amo muito, meu querido. E ao teu lado me sinto a mais forte das criaturas.
MARIA TROCA UM BEIJO APAIXONADO COM MARCELO. INSTANTES NO BEIJO. COMANDANTE KÍDOR SURGE POR TRÁS DA PORTA DE VIDRO DA CELA.
KÍDOR — Esse é um dos aspectos que queremos pesquisar em vocês humanos. Essa coisa do romantismo, do amor, tão característico da civilização humana. Isso nos parece muito poderoso. Por isso queremos usá-los como cobaias.
MARIA — Então é por isso que vocês deixaram a gente na mesma cela? Querem usar eu e o Marcelo como cobaias pra pesquisar o significado do amor. É isso?
KÍDOR — Exatamente, cara Maria. Agora que estamos tomando conta da situação, queremos pesquisar o poder desse sentimento tão curioso que vocês chamam de “amor”. Talvez daí seja possível conseguir fabricar uma arma com grande poder de fogo. Principalmente porque, agora, o governo de vocês aceitou negociar.
MARCELO — Como assim? Que história é essa?
MARIA — O governo aceitou negociar? Negociar o quê?
MARCELO — Negociar com quem?
KÍDOR — Ora, Marcelo. Depois das bombas que explodimos em São Paulo, os terráqueos estão morrendo de medo.
MARCELO — Bombas que explodiram em São Paulo?
MARIA — Que bombas?
MARCELO — Que sandice vocês fizeram? Vamos, Kídor. Conta pra mim!
KÍDOR — Vocês não precisam saber de detalhes.
MARCELO — Kídor, conte que loucura foi essa! O que vocês fizeram com São Paulo? Não acredito que tiveram a audácia de atacar minha cidade.
MARIA — Vocês machucaram nossos amigos? E minha avó? E dona Marisa? E o pessoal da Liga do Bem? Conta o que houve?
KÍDOR — Vocês conhecem o Viaduto do Chá?
MARCELO — É claro que a gente conhece!
MARIA — É um dos cartões postais de São Paulo.
KÍDOR — Bom, sinto informar que ele não existe mais.
MARCELO — O quê?!
MARIA — O que vocês fizeram?!
KÍDOR — A primeira bomba explodiu lá.
MARIA — Que horror!
MARCELO — Como vocês puderam...
KÍDOR — Nós? (CÍNICO) Não, essa bomba não teve nada a ver com os reptilianos. Quem assumiu o atentado foi um grupo chamado “Poder Mutante”.
MARIA — Vocês vão colocar a culpa de tudo nos mutantes, é isso?
MARCELO — Claro. Vocês querem colocar mutantes e humanos uns contra os outros...
KÍDOR — Muito perspicaz da sua parte, Montenegro. É exatamente isso o que vai acontecer. O chamado “Poder Mutante” exigiu anistia para todos os mutantes presos, ou mais bombas irão explodir.
MARCELO — Isso vai colocar humanos contra mutantes. E todos os mutantes violentos vão se unir em uma guerra civil...
MARIA — Que mentes malignas.
KÍDOR — Com os mutantes ferozes unidos e do nosso lado, vai ser muito mais fácil dominar e colonizar o planeta de vocês. E agora que os dois já sabem das boas novas, com licença, eu tenho uma invasão para coordenar. Fiquem à vontade no seu novo lar. Vocês ficarão aí por muito, muito tempo.
KÍDOR VAI EMBORA DEIXANDO MARIA E MARCELO ESTUPEFATOS.
NO DESESPERO DE MARIA E MARCELO,
CORTA PARA
Vejam abaixo o envelhecimento de Cris!
Escrito por TIAGO SANTIAGO às 23h14
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Não resisto a colocar esta cena do Cris, que foi ao ar hoje, segunda:
CENA 1. PRAIA. EXt. dia
CRIS VEM PELA PRAIA, COM A NOVA CARACTERIZAÇÃO QUE O DEIXA MAIS VELHO. ESTÁ ANGUSTIADO, TEM LÁGRIMAS NOS OLHOS.
CRIS — Tenho pouco tempo de vida. Logo vou envelhecer mais e mais, e a morte vai me levar. E nunca mais vou poder ver o mar, olhar as ondas batendo na areia, nem sentir o vento no rosto. Nunca mais vou sentir o corpo de uma mulher nos meus braços, nem vou poder rir ou chorar, nesta minha existência tão breve. É triste viver tão pouco, passar pela infância, adolescência, juventude, maturidade, em menos de dois anos. E em breve, virá a minha última velhice, o princípio do adeus a este corpo, esta experiência mutante, que eu sou, condenado pela doutora Júlia a envelhecer rapidamente. Maldita doutora Júlia, que tirou de mim o tempo para conhecer e aproveitar a vida! (T) Lembro de cada uma das minhas transformações...
ENTRADA PARA FBCLIPE. SÓ AÇÃO, SEM DIÁLOGOS:
1) CRIS BEBÊ CENA 05 – CAP. 007 CDC
CAM. SE APROXIMA DE UM BERÇO. SONORIZAÇÃO: RISADINHA DE BEBÊ. DENTRO DO BERÇO.
INSERIR EFEITO: CHUPETA LEVITA E VAI EM DIREÇÃO AO BEBÊ.
CAM. MOSTRA OLHOS DO BEBÊ. SONORIZAÇÃO: RISADINHAS DE BEBÊ.
CORTE DESCONTÍNUO: CAM. MOSTRA BEBÊ DE CHUPETA.
FUNDE COM
CONTINUA ABAIXO
Escrito por TIAGO SANTIAGO às 23h09
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2) CRIS UM ANO CENA 25 – CAP. 014 CDC
ROSANA, MARLI E RUTH ESTÃO ASSUSTADAS, OLHANDO PARA O BERÇO.
CAM. MOSTRA AGORA O BEBÊ, QUE MUDOU. NÃO É MAIS O BEBÊ DE SEIS A OITO MESES QUE COMEÇOU A NOVELA. AGORA É UM BEBÊ DE UM ANO E POUCO, BEBÊ JÁ MAIOR, MAIS CABELUDO.
CAM MOSTRA AGORA O BEBÊ-GRANDE DE UM ANO.
FUNDE COM
3) ENVELHECIMENTO CRIS – 3 ANOS CENA 19 – CAP. 024 CDC
MARLI ESTÁ APAVORADA, OLHANDO PARA O BEBÊ CRIS (UM ANO DE IDADE).
CAM. DETALHA O BEBÊ DE UM ANO
INSERIR EFEITO: BEBÊ DE UM ANO SE TRANSFORMA NO BEBÊ DE TRÊS ANOS, COM O TIPO MAIS PARECIDO POSSÍVEL DO BEBÊ DE UM ANO. MIXAR A IMAGEM DOS DOIS, ATÉ QUE FICA SÓ A IMAGEM DO BEBÊ DE TRÊS ANOS, DENTRO DO BERÇO.
FUNDE COM
5) ENVELHECIMENTO CRIS 10 ANOS CENA 04 – CAP. 070 CDC
INSERIR EFEITO: CRIS (DEZ ANOS) LEVITANDO, AINDA VESTE A ROUPA DA IDADE ANTERIOR MEIO RASGADA.
CRIS RI, GARGALHA, ENQUANTO LEVITA.
TAKE DE CRIS, GARGALHANDO.
FUNDE COM
6) ENVELHECIMENTO P/ CRIS JOVEM CENA 03 – CAP. 096 CDC
CAM. DETALHA: VENTO FORTE SOBRE CRIS (10 ANOS), QUE ABRE OS BRAÇOS.
INSERIR EFEITO: CRIS (10 ANOS COMEÇA A LEVITAR), COM EFEITO DE VENTO SOBRE ELE.
INSERIR EFEITO: RELÂMPAGOS DE ENERGIA VOAM NA DIREÇÃO DE CRIS, ENQUANTO ELE LEVITA, COMO SE ESTIVESSE RECEBENDO UMA DESCOMUNAL CARGA DE ENERGIA.
CAM. DETALHA: REAÇÕES ESPANTADAS DE MARLI E GÓR.
INSERIR EFEITO: CRIS, LEVITANDO, SE TRANSFORMA NUMA BOLA DE ENERGIA.
INSERIR EFEITO: BOLA DE ENERGIA SE TRANSFORMA EM CRIS (18 ANOS – JÁ É O ATOR MAURÍCIO RIBEIRO), QUE ESTÁ LEVITANDO, USANDO APENAS A CAPA VERMELHA PARA SE COBRIR, ESCONDENDO ABDÔMEN E PARTES BAIXAS. OBS. RASPAR PELOS DO CORPO DELE, SE HOUVER, DEIXAR SÓ UM POUCO NAS PERNAS, PRA PARECER MAIS JOVEM. ESCANHOAR BARBA, POR FAVOR.
CAM. DETALHA: PÉS DE CRIS VOLTAM AO SOLO.
CRIS SE LIVRA DOS RESTOS DAS ROUPAS DE CRIS-10 ANOS, EM SEUS BRAÇOS E PERNAS. CRIS OLHA, SURPRESO, PARA SEU NOVO CORPO.
FUNDE COM
7) ENVELHECIMENTO P/CRIS C/ BARBA CENA 06 – CAP. 168 CDC
CRIS CAI DE JOELHOS NO CHÃO.
ELE ROLA NA AREIA. POR UNS INSTANTES. DEPOIS PÁRA.
LEVANTA-SE. ESTENDE AS MÃOS PARA O CÉU.
CÉU AZUL COMEÇA A SE FECHAR. NUVENS DE TEMPESTADE ENCOBREM O SOL. RELÂMPAGOS SOBRE NUVENS ESCURAS DE TEMPESTADE.
INSERIR EFEITO: CRIS É ATINGIDO POR RELÂMPAGO.
INSERIR EFEITO: CRIS FICA ENVOLTO EM BOLA DE ENERGIA.
FUNDE COM
CENA 16 – CAP. 169 CDC
CRIS ESTÁ COM BARBINHA DE ALGUNS DIAS. SEU CABELO ESTÁ MAIS CURTO, MAS NÃO AINDA NA MÁQUINA, O QUE SERÁ FEITO NO PRÓXIMO ENVELHECIMENTO DE CRIS. ELE ESTÁ DESMAIADO.
FUNDE COM
8) ENVELHECIMENTO P/CRIS MADURO CENA 12 – CAP. 025
CRIS ENVOLTO EM RAIOS ELÉTRICOS. INSTANTES. LOGO EM SEGUIDA, PÁRA TUDO.
CAM. MOSTRA CRIS DE COSTAS.IARA SAI DO LOCAL ONDE ESTAVA E SE APROXIMA DE CRIS.
SLOW: CRIS VIRA-SE LENTAMENTE PARA IARA. VALORIZAR.
CAM. MOSTRA CRIS COM CABELOS CURTOS, ALGUNS FIOS BRANCOS SE MISTURAM AOS PRETOS. EM SEU ROSTO, UMA BARBA RALA TAMBÉM APRESENTA ALGUNS PÊLOS BRANCOS.
FUNDE COM
8) ENVELHECIMENTO P/ CRIS MAIS VELHO (O MAIS RECENTE) CENA 04 – CAP. 109
INSERIR EFEITO: UMA LUZ DE ENERGIA SAI DE CRIS.
INSERIR EFEITO: LEITO DE CRIS FICA DE PÉ, SOZINHO, COMO JÁ FIZEMOS ANTES.
CAM. DETALHA: CRIS ARREBENTA SUAS AMARRAS.
CAM. DETALHA QUE A PORTA SE FECHA COM FORÇA.
INSERIR EFEITO: VENTANIA NO QUARTO. PAPÉIS DO PRONTUÁRIO VOAM. BANDEJA COM REMÉDIOS CAI NO CHÃO. TRAVESSEIRO CAI NO CHÃO E PEGA FOGO.
CRIS DENTRO DE BOLA DE ENERGIA. CLIMA TOTAL DE POLTERGEIST.
CRIS FAZ UM MOVIMENTO COM A MÃO.
INSERIR EFEITO: A SERINGA SAI DA MÃO DE JULI.
INSERIR EFEITO: A SERINGA VAI NA DIREÇÃO DE METAMORFO, QUE SE DESVIA.
DETALHAR: SERINGA CRAVA NO SOFÁ.
INSERIR EFEITO: CAM. VAI PARA CRIS, AINDA ENVOLTO NA BOLA DE ENERGIA.
INSERIR EFEITO: UM RAIO ATINGE A BOLA DE ENERGIA DE CRIS. OCORRE A EXPLOSÃO DO ENVELHECIMENTO.
SEM MOSTRAR A NOVA APARÊNCIA DE CRIS, AINDA NA EXPLOSÃO DE LUZES,
VOLTA DE FB
CRIS LIMPA AS LÁGRIMAS DO ROSTO.
CRIS — Minha existência será tão breve... mas não será em vão, porque conheci o amor da Marli! Ela sempre falava sobre a esperança, dizia que nossas almas são eternas, que existe outra vida depois desta. (BERRA PARA O CÉU) Eu acredito nas suas palavras, Marli! Um dia nós vamos nos reencontrar! (MAIS CALMO) Sei que me resta pouco tempo, mas vou seguir suas palavras. Você me disse que enquanto a gente está vivo, precisa ser feliz. Eu acredito!
NO SORRISO DE CRIS,
CORTA PARA
Escrito por TIAGO SANTIAGO às 23h08
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Ótima semana para todas e todos! Seguem abaixo as primeiras cenas de Patricya Travassos (IRMA) e Cassio Scapin (CÉSAR), dois grandes atores, com excepcional talento para a comédia, que estão de volta à novela.
CENA 14. MANSÃO. int. dia
CONT. IMEDIATA DA CENA 12. OS MESMOS NAS MESMAS POSIÇÕES. ARI ESTÁ AFASTADO DE SAMIRA E DANILO, QUE ENSAIAM COREOGRAFIA, NA ESCADA, OBSERVADOS POR TONI.
ARI FALA BAIXO, PARA NÃO SER OUVIDO.
ARISTÓTELES — Irma, é você mesma?!
OBS.CENA CONTINUA ABAIXO.
INTERCALAR DIÁLOGOS COM
CENA 15. QUARTO DE hotel de irma. int. dia
CONT. IMEDIATA DA CENA 13.
IRMA — Sou eu mesma, Aristóteles. Irma... E então? O que você está fazendo aí na mansão?
ARISTÓTELES CAI EM SI.
ARISTÓTELES — Irma! Que bom ouvir sua voz.
IRMA — Escuta. Tenho que falar rápido. Tô em perigo.
ARISTÓTELES — Tá em perigo?
IRMA — Sim, mas diz: como estão minhas filhas? Cleo e Regina... Tô morrendo de saudades.
ARISTÓTELES — Elas foram pra ilha.
IRMA — Ai ai ai... Falei tanto pras meninas não fazerem isso. Cleo ainda tem o dom de sobreviver, mas a Regininha, ai, que situação, ser mãe é ter preocupação pro resto da vida!
ARISTÓTELES — Irma... Onde é que você tá?
IRMA — Seqüestrada, Ari, fui seqüestrada!
IRMA BEBE GOLE DE CHAMPAGNE. PISCA PARA HOMEM, QUE SÓ VEMOS DE COSTAS AINDA, NO CONTRALUZ.
ARISTÓTELES — Irma, querida, meu amor... Levei um susto tão grande ao ouvi-la que saí do meu transe hipnótico.
IRMA — Transe hipnótico? Não entendi. Dá pra você me explicar melhor?
ARISTÓTELES FALA BAIXO PARA NÃO SER OUVIDO POR SAMIRA.
ARISTÓTELES — Eu estava hipnotizado, Irma. Eu e meus filhos Danilo e Toni fomos hipnotizados por uma mutante maligna, e estamos fazendo o papel de empregados da mansão. Só para você ter uma idéia, estou trabalhando como copeiro.
IRMA DÁ UMA RISADINHA.
IRMA — Acho que copeiro é um ótimo trabalho pra você, Aristóteles. Mas chega de conversa. Estou precisando da ajuda da Maria. Estou de volta ao Brasil. Voltei como refém do músico da Bielorrússia. Lembra?
ARISTÓTELES — Claro que lembro. O músico pra quem você vendeu o violino Stradivarius do Sócrates. Sua louca!
IRMA — O violino era falso, Aristóteles. Agora o músico, que faz parte de uma gangue muito perigosa, me seqüestrou e está pedindo um resgate. Por isso liguei pra pedir ajuda a Maria. Ela é tão boazinha, não é? Não vai abandonar sua pobre tia nas mãos de um bandido. Estou desesperada. Não agüento mais esse homem me apontando um revólver e me ameaçando de morte.
ARISTÓTELES — Como é que você foi se meter numa confusão dessas, Irma?
A PARTIR DA PRÓXIMA FALA, CAM. SAI DO SUPER CLOSE DA IRMA E MOSTRA O CENÁRIO DELA. É UM QUARTO DE HOTEL, MUITO ELEGANTE, BELAS CORTINAS, TAPETES. IRMA ESTÁ MUITO BEM VESTIDA, TOMANDO UMA TAÇA DE CHAMPANHE. HÁ UM HOMEM COM ELA NO QUARTO. POR ENQUANTO NÃO VEMOS SEU ROSTO. MAS DÁ PARA PERCEBER QUE É UM HOMEM BEM VESTIDO, QUE TAMBÉM BEBE CHAMPANHE.
IRMA — Você sabe como sou estabanada, não é mesmo? Agora estou aqui, num barraco fétido, com um homem horroroso me ameaçando de morte, querendo um resgate de um milhão de reais. Isso não é nada para a minha sobrinha Maria Mayer. Mas pra mim esse um milhão de reais é o preço da minha vida, Aristóteles. Da minha vida!
ARISTÓTELES — (PREOCUPADO) Caramba, Irma. O seqüestrador tá te maltratando?
IRMA — Muito, Ari. Ele já me bateu demais. O sujeito adora me maltratar, é um sádico. A Maria precisa me ajudar a sair dessa. Fale com ela. Diga que é a Irma, viúva de Platão, o tio dela, mãe das primas dela. Faça alguma coisa Ari.
IRMA FINGE CHORAR AO TELEFONE. DEPOIS TAPA O BOCAL, OLHA PARA O HOMEM QUE AINDA NÃO VEMOS, PISCA O OLHO, DÁ UM RISINHO E TOMA MAIS UM GOLE DE CHAMPANHE.
ARISTÓTELES — O problema, Irma, é que quem está aqui na mansão, se fazendo passar pela Maria, é sua irmã gêmea, Samira. Uma garota muito má e arrogante, totalmente diferente da bondosa Maria que tanto ouvimos falar.
IRMA — Irmã gêmea? Como assim? O Sócrates só teve uma filha. Que história é essa de irmã gêmea?
NO SUSTO DE IRMA,
CORTA PARA
Escrito por TIAGO SANTIAGO às 00h52
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CENA 20. QUARTO DE HOTEL DE IRMA. int. dia
IRMA FALANDO NO TELEFONE COM ARI. ALGUÉM ESTÁ AO FUNDO. MAS NÃO VEMOS AINDA SEU ROSTO. DÁ PARA PERCEBER QUE É UM HOMEM ELEGANTE PELO TERNO BEM CORTADO, PELO RELÓGIO, PELA PULSEIRA, POR UMA ALIANÇA DE NOIVADO E PELA FORMA COM QUE ELE PEGA A TAÇA DE CHAMPANHE.
IRMA — Estou chocada com essa história de irmã gêmea. Se pelo menos ela também fosse boazinha como a Maria.
OBS.CENA CONTINUA ABAIXO.
INTERCALAR DIÁLOGOS COM
CENA 21. MANSÃO. int. dia
CONT. IMEDIATA DA CENA 14. ARI FALA AO TEL, À PARTE, SEM SER OUVIDO POR DANILO E SAMIRA, QUE ESTÃO ENSAIANDO COREOGRAFIAS, QUE TONI ACOMPANHA SORRIDENTE.
ARISTÓTELES — Mas não é. Ela é a maldade em pessoa.
IRMA — Como pode? Mesmo assim fale com ela. Diga que preciso de um milhão de reais, ou então o músico da Bielorrússia vai me matar.
ARISTÓTELES — Mas como você cai numa roubada dessas? Como você se envolve com um tipo ordinário e violento, um bandido?
SÓ ENTÃO VEMOS QUEM É O HOMEM QUE ESTÁ ALI COM IRMA. CAM. SE MOVIMENTA ATÉ MOSTRAR UM ELEGANTE CLOSE DO DOUTOR CÉSAR, QUE SORRI. SONOPLASTIA: SUBLINHA.
IRMA — Tenha pena de mim, Ari. Tô péssima, seqüestrada, amarrada, num barraco imundo, só me deixaram ligar pra pedir o dinheiro.
ARISTÓTELES — Um milhão de reais?
IRMA — Um milhão de reais. Agora vou ter que desligar, mas depois volto a fazer contato.
IRMA DESLIGA O TELEFONE. TOMA UM BELO GOLE DE CHAMPANHE E FALA COM CÉSAR.
IRMA — Por essa eu não esperava. Quem está na mansão não é a boazinha da Maria. É uma irmã gêmea! Uma tal de Samira, que eu nuca ouvi falar. Que história é essa? Será que é mais um golpe da Doutora Júlia?
CÉSAR — Samira! Quer dizer que a Júlia realizou o plano dela. Libertou a irmã gêmea da Maria, que vivia presa no laboratório, e colocou para ocupar o lugar como herdeira universal da Progênese e de todos os bens do doutor Sócrates Mayer! A Júlia sempre me surpreende com sua mente perversa.
IRMA — César! Quer dizer que você já sabia da existência dessa irmã gêmea?
CÉSAR — Claro que sabia, Irma, minha bela. Sempre soube. Esqueceu que fui o mais fiel colaborador daquela louca extraterrestre sem escrúpulos?
IRMA — E por que você nunca me contou? Por que você nunca me contou um babado desses?
CÉSAR — Sei lá! São muitos babados, Irma. E nunca pensei que Júlia fosse libertar a moça, porque ela sempre foi muito rebelde. Samira foi criada a vida inteira presa no laboratório. Não entendo como ela pode estar no lugar da irmã, sem ninguém desconfiar. A não ser que... Humm... Talvez...
IRMA — Talvez? O que você ia me dizer e parou, Cezinha? Agora quero saber de tudo. Não me esconda nada.
CÉSAR — Talvez a Samira esteja usando um implante no cérebro. Um chip. Como aquele que a Júlia queria implantar no meu cérebro.
IRMA — Você já me contou essa história dezenas de vezes, mas quando chega nessa parte do chip, eu sempre me perco.
CÉSAR — Presta atenção, Irma. Quando fui atacado pelo dinossauro fiquei muito machucado. A Júlia me resgatou e usou sua tecnologia reptiliana para cuidar de mim no laboratório. Curou as feridas que os dentes daquele animal pré-histórico fizeram no meu corpo. Quando estava quase bom, ouvi uma conversa dela com um extraterrestre, falando sobre um chip que ela ia implantar no meu cérebro. Bruxa miserável! Eu já tinha conhecimento da existência desses chips e sabia o que podia acontecer com quem tiver um troço daqueles implantado no cérebro.
IRMA — E o que acontece com quem tem um chip como esse no cérebro?
CÉSAR — Depende do chip. Existe o chip da obediência, que obriga a pessoa a se tornar servil, obedecer todas as ordens da Júlia.
IRMA — É fantástico! Ex-tra-or-di-ná-rio! Adoraria ter uns chips desses pra colocar em algumas pessoas!
CÉSAR — Mas o pior, Irma, não é o chip da obediência. É o chip reptiliano.
IRMA — Chip reptiliano? Cruzes! Que babado forte é esse?
CÉSAR — Babado fortíssimo, Irma! O chip reptiliano faz que a pessoa deixe de ser quem é. Faz que a pessoa pense que é uma extraterrestre, com o objetivo de destruir a humanidade!
IRMA — Que horror. Isto parece uma história de filme de terror, Cesinha!
CÉSAR — É esse chip reptiliano que a Júlia queria colocar em mim, depois que me salvou do dinossauro. Eu ia deixar de ser quem eu sou, entende? Minhas memórias, minha vida, minha humanidade... ela queria jogar quem eu sou fora, para usar meu corpinho, para me transformar num escravo extraterrestre. Isso seria para mim o mesmo que a morte. Por isso, resolvi fugir.
IRMA — Fez muito bem, Cesinha, porque você voltou para mim.
CÉSAR — É pena que não conseguimos vender o violino Stradivarius.
CÉSAR ACARICIA O VIOLINO.
IRMA — O violino é falso. Quem diria?
CÉSAR — Como pode? O Stradivarius do Sócrates... jamais imaginei que fosse falso.
IRMA — Ou o violino verdadeiro foi roubado e substituído... ou o Sócrates foi enganado... coitado...
CÉSAR — O problema é que temos que arrumar dinheiro rápido... muito rápido... Nossas últimas reservas estão acabando. Eu não posso mais trabalhar como advogado, porque fui acusado de ser cúmplice da Júlia, nos crimes da Progênese.
IRMA — E você sabe demais, né, Cesinha? Você sabe todos os podres da doutora monstra.
CÉSAR — É verdade. Se eu der as caras, o mais provável é que eu seja abduzido pelos reptilianos.
IRMA — Temos que arrumar dinheiro. Este golpe do meu falso seqüestro tem que funcionar.
CORTA PARA
Escrito por TIAGO SANTIAGO às 00h49
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