Blog de TIAGO SANTIAGO

13/11/2008

Ontem consolidou 17 com pico de 20. Hoje a prévia foi de 14 com pico de 18,5.

CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA. SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA DE ARQUIVO. PRÉDIO DE SIMONE. EXT. DIA

CENA 6. APTO DE SIMONE. INT. DIA

BATISTA ESTÁ TOMANDO UM COPO DE SUCO. SIMONE AO LADO DELE.

SIMONE               — Esse suco de maracujá vai te acalmar.

BATISTA              — Ô loco, meu! Preciso mesmo ficar calmo... fiz um esforço danado pra tranqüilizar a Sandrinha, mas a verdade é que eu tô desesperado! Ddepois dessas ameaças do João... não sei o que vou fazer da vida, manja?

SIMONE               — Esse João Ricardo é um sujeito muito perturbado... e violento também... parece que perdeu o juízo, não tem nenhum controle emocional.

BATISTA              — Aquele lá... a loucura chegou ali e estacionou... o cara tá sem noção total... coitada da Sandra... (SUSPIRA) Simone, eu não sei o que vai ser da gente... fico pensando no Tarso... eu já senti que meu filho gosta muito do João Ricardo...

SIMONE               — Entendo! Mas Batista, eu acho que diante dessas ameaças, você tem que ir à polícia dar parte.

BATISTA              — Eu falei pra Sandra ir... mas no fundo, tenho dúvida se adianta... ele já foi preso em flagrante... mas nem chegou a ir pro xadrez... Cadeia no Brasil foi feita só pra pobre... rico não fica preso... rico apela... paga uma equipe de advogados... fica livre até o dia do julgamento... e quando é julgado, se for condenado, como já passou um tempão, eles fazem uns cálculos malucos, como se o acusado já tivesse cumprindo a pena, mesmo estando em liberdade... daí, o cara sai numa boa... livre e solto pra cometer outros crimes...

SIMONE               — É... eu sei que as coisas funcionam desse jeito... lamento muito por isso... mas tenho esperança que um dia, ocorra uma grande transformação em nosso país... e que a justiça seja igual para todos.

BATISTA              — Esperança é a última que morre... e como dizia meu pai, quando todas as esperanças estão perdidas... ainda temos Deus!

SIMONE               — Exatamente! (T) Batista, por que você não vai na imprensa e denuncia tudo isso que tá acontecendo?

BATISTA              — Será que resolve?

SIMONE               — Eu acho que a opinião pública precisa saber deste fato. Quem realmente é o João Ricardo. Talvez ele fique preocupado e desista de fazer uma bobagem.

BATISTA              — Pode ser... mas não acredito que isso possa inibir o João... eu acho que ele não vai desistir assim tão fácil... vai tentar de todas as formas me prejudicar... eu e a Sandra...

SIMONE               — Que situação, hein?

BATISTA              — Sabe, dona Pequenina, vou sim à delegacia, vou dar queixa... Vou dizer que esse cara tá pensando em me apagar...

SIMONE               — Esta é a melhor defesa que você tem no momento. Se você fizer isso, ele vai ficar com medo de fazer alguma coisa contra você. Vai acordar... Esse tipo de valentão no fundo não passa de um grande covarde.

BATISTA              — É isso que eu vou fazer. E depois vou dar uma volta lá na casa da Sandra. Ela quer me ver.

SIMONE               — Hummm. Tô vendo que a Celinha vai mesmo dançar. Esse seu encontro com a Sandra vai dar namoro.

BATISTA              — Ô louco. Dona Pequenina, a Celinha tem lugar cativo no meu coração, mas... não vou negar... Sandrinha é mulher pra balançar o meu coreto!

CORTA PARA

CENA 13. PRAIA. OUTRO LOCAL. EXT. DIA

CONT. IMEDIATA DA CENA ANTERIOR.

ROSANA              — Calma, não precisa ter medo! Nunca ataquei ninguém na minha vida!

TATIANA             — É verdade, Aquiles. Sua mãe é uma vampira do bem. Ela se alimenta de animais.

AQUILES             — (TRISTE, CHOCADO) De animais?

ROSANA              — (TRISTE) Sei que é horrível, filho... mas pelo menos nunca machuquei nenhum ser humano. Jurei nunca fazer mal a outra pessoa.

AQUILES             — Poxa! Que barra!

ROSANA              — Você me aceita mesmo assim?

AQUILES             — (SE APROXIMA DE NOVO, ABRAÇA A MÃE, CARINHOSO) Claro! Meu amor por você sempre vai ser o mesmo, mãezinha. O que importa é que a gente tá juntos!

TATIANA             — Também quero tanto encontrar o meu pai e voltar pra casa. Você sabe dele, Aquiles?

AQUILES             — Não. Saí pra te procurar e me perdi de todo mundo.

ROSANA              — A gente tava tentando encontrar o caminho pra casa onde ele ficou...

AQUILES             — Eu sei onde é.

TATIANA             — Sério?

AQUILES             — Venham comigo. A gente não tá longe!

TATIANA             — Ai, que bom! Você caiu do céu, Aquiles! Vamos logo!

ROSANA              — Hoje é o dia mais feliz da minha vida!

AQUILES             — O meu também!

TATIANA             — E o meu vai ser daqui a pouco quando encontrar o meu pai!

OS TRÊS PARTEM FELIZES,

CORTA PARA

 

CENA DE ARQUIVO. RIO DE JANEIRO. EXT. DIA

CENA 22. BECOS. FAVELA. EXT. DIA

CONT. DA CENA 28 DO CAP. ANTERIOR. GRANDE PERSEGUIÇÃO PELA FAVELA.

DRACO E TELÊ ATRÁS DE VALENTE E GABRIELA.

CAM. VAI PARA VALENTE E GABRIELA. DE REPENTE, ELES COMEÇAM A RECEBER TIROS.

DETALHAR: BALAS PIPOCAM PERTO DOS PÉS DELES. ELES PULAM, SE ABAIXAM, SE DESVIAM DOS TIROS.

GABRIELA          — Os mutantes tão atirando na gente!

VALENTE            — Não são eles! Os tiros tão vindo de outra direção!

VALENTE E GABRIELA CORREM, DOBRAM UMA VIELA.

CAM. MOSTRA DRACO E TELÊ TAMBÉM RECEBENDO TIROS.

DRACO                — Quem tá atirando?

TELÊ                     — Captei pelas ondas telepáticas... os tiros tão vindo dos traficantes.

CAM. MOSTRA GABRIELA E VALENTE CORRENDO PELA VIELA. RECEBEM MAIS TIROS.

CAM DETALHA: TRAFICANTES NO ALTO DE LAJES, COM ARMAS NAS MÃOS, APONTANDO PARA ELES.

GABRIELA          — Valente! Nós entramos numa zona proibida.

VALENTE            — Eu sei... são soldados do tráfico, né? Já li sobre eles! Vamos... temos que fugir desta boca de fumo.

ELES CORREM, RECEBEM MAIS TIROS, QUE PASSAM RASPANDO. AS BALAS ATINGEM O CHÃO, PERTO DOS PÉS DELES.

CORTA PARA

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 22h49
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Hoje fechamos 16,5 com picos de 19,5, na prévia. Depois de um ano, ainda tem gente que questione o sucesso dos mutantes? Normal. Acho bom. Eu mesmo me questiono. Auto crítica é fundamental, desde que não seja paralisante. Tenho feito uma novela com ênfase no entretenimento, em que discussões morais são travadas sempre no terreno das metáforas. E tem sido um grande sucesso, abalando estruturas, há mais de um ano, caminhando para dois. "Caminhos do Coração" vai bater o recorde de maior novela de todos os tempos, em sua fantástica trilogia. Na terceira fase, vou entrar com novelão, folhetim clássico, em cima da história dos Mutantes. É verdade que vamos continuar com todos os atrativos para nosso fiel público, que ama a fantasia, mas vamos entrar mais com a realidade, trazer mais na direção do hábito do horário. Ainda há público a conquistar. A Record está sim a caminho da liderança, já é uma TV de primeira. Hoje mesmo colamos no futebol e entregamos lá no alto, perto de 20, para "Chamas da Vida", que pontuou de novo vários minutos na liderança, com sua trama excelente!

Seguem abaixo cenas que vão ao ar amanhã:

CENA 19. APTO DE CASSANDRA. INt. DIA

GÓR INTERAGE COM JUNO E LÚCIO.

GÓR                      — Vamos ver se eu me lembro de tudo o que você já descobriu sobre a minha mãe, Juno. Ela era uma mulher pobre, certo? (P) E eu sou sua filha ilegítima, quer dizer que a minha mãe era casada com outro homem quando engravidou do meu pai. (P) Mas ele nunca ficou sabendo da gravidez.   A minha mãe procurou a Doutora Júlia pra fazer um aborto, mas ela usou o embrião fecundado da minha mãe nas suas experiências com os genes modificados. Depois, eu terminei de ser gerada em uma barriga de aluguel. E minha mãe nunca soube do meu nascimento... Meu Deus! Isso tudo é tão misterioso! Nenhuma dessas pistas me dá indicação de nada, absolutamente ninguém me vem à cabeça. Eu preciso saber o nome da minha mãe, Juno.

INSERIR EFEITO: ONDAS MENTAIS NA TESTA DE JUNO.

GÓR                      — O que você quer me dizer, Juno? (P) Você só vai descobrir o nome da minha mãe se a Juli pensar nele? Entendo...  (P) E como eu faço pra conseguir isso, forçar a Juli a pensar no nome da minha mãe? (P) Eu preciso ser direta... Preciso obrigá-la a pensar nesse nome, perguntar pra Juli qual era o nome da minha mãe. (DECIDIDA) Eu vou fazer isso, Juno.

INSERIR EFEITO: ONDAS MENTAIS NA TESTA DE JUNO.

GÓR                      — Eu sei que a Juli quer me separar de vocês e isso pode deixar ela ainda mais desconfiada. Mas eu vou bolar um plano. Vou falar com o Metamorfo e convencer ele de fugir comigo e com vocês, nem que pra isso eu tenha que usar o meu poder de hipnose.

CORTA PARA

CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA DE SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA DE ARQUIVO. CASA DE TARSO. EXT. DIA

CENA 20. CASA DE TARSO. INt. dia

SANDRA ESTÁ TENSA, AO LADO DE TARSO, QUE ESTÁ DIANTE DO LAPTOP, PREOCUPADO.

SANDRA              — Meu Deus do céu! Que situação! Tô muito preocupada com você, meu filho! Não quero que você saia de perto de mim, Tarso! Promete? Ninguém pode saber que você é mutante, por favor!

TARSO                 — Droga! A internet caiu. (SE LEVANTA, APAVORADO) Eu tenho que fazer alguma coisa!

SANDRA              — Fazer o quê? Não há nada que a gente possa fazer. Aliás, tem sim. Só rezar.

TARSO ANDA DE UM LADO PARA O OUTRO, NERVOSO, PENSATIVO.

TARSO                 — Isso, mãe. Reza. Reza bastante. Enquanto isso eu vou me teletransportar até o local da explosão!

SANDRA              — O quê?! Ficou maluco? Tô acabando de falar que você não pode ficar se exibindo por aí. As pessoas estão com ódio dos mutantes, Tarso! É perigoso! Você tem que se passar por uma pessoa normal.

TARSO                 — Eu sou normal. Só sou diferente. Ser diferente é super normal. Todo mundo é diferente.

SANDRA              — Não foi isso que eu quis dizer, você sabe. As pessoas têm que achar que você não é geneticamente modificado, entende?

TARSO                 — Mãe, sinto muito, mas eu não vou ficar aqui de braços cruzados, enquanto tem um monte de gente lá no Viaduto do Chá precisando de ajuda!

SANDRA              — Deixa que a polícia e o corpo de bombeiro cuidem disso, filho.

TARSO                 — Mas, mãe, com o meu poder, eu posso resgatar todas essas vítimas rapidinho e levar pros hospitais em questão de segundos! Tenho como fazer o serviço de dez ambulâncias, no mínimo.

SANDRA              — Não! De jeito nenhum! Você está proibido de sair dessa casa! Não é hora de virar super herói, Tarso! Pirou de vez? Herói morto não adianta de nada.

TARSO                 — Desculpa, mãe, mas eu já sou maior de idade. Tô bem grandinho pra decidir o que eu faço.

SANDRA              — Filho, por favor, não faz isso! Eu te imploro!

TARSO                 — Não posso deixar aquelas pessoas morrendo, precisando de ajuda. Preciso ir lá, mãe! Sinto muito!

SANDRA              — Não! Não vai, por favor!

INSERIR EFEITO: TARSO SE TELETRANSPORTA.

SANDRA              — Ah, meu Deus! Mas que menino teimoso!

TOCA O TEL. SANDRA ATENDE, NERVOSA.

SANDRA              — Alô?

OBS.CENA CONTINUA ABAIXO.

INTERCALAR DIÁLOGOS COM

CENA 21. RUA.EXt. dia

JOÃO, NO SEU CARRÃO, FALA NO CELULAR. ELE TEM UM AR DE DEBOCHE, ARROGANTE.

JOÃO                    — Nem deu tempo pra sentir a minha falta, não é, Sandra Gisa?

SANDRA              — Ah, era só o que faltava!

JOÃO                    — Já tô solto, Sandra! Livre, leve e solto! Aliás, nem fui preso. Não durei meia hora na cadeia.

SANDRA              — Fiquei sabendo, João. Infelizmente.

JOÃO                    — Você viu bem que não adianta chamar a polícia, meu amor. Por isso é melhor você me aceitar logo de uma vez.

SANDRA              — Olha aqui, João, uma bomba explodiu no Viaduto do Chá! A cidade está em pânico! O seu filho corre o risco de ser perseguido por ser mutante! Tenho coisa muito mais importante pra pensar do que em você! Por isso, vê se me esquece! Pára de encher o meu saco! Me deixa em paz, pelo amor de Deus!

JOÃO                    — Só depende de você, Sandra. Se você voltar pra mim, vai dar tudo certo. O que eu mais quero é paz! Viver em paz com você, minha querida, como nos velhos tempos!

SANDRA              — Acabou, João! Pára de insistir! E não me procura nunca mais! Se você me ligar mais uma vez, eu dou parte pra polícia e você vai acabar preso! Uma hora a justiça vai funcionar nesse país!

JOÃO                    — Não me faça cometer uma loucura, Sandra! Tô avisando! Ou você deixa aquele idiota do Batista e volta pra mim ou eu não respondo pelos meus atos!

SANDRA              — (P/ SI, BAIXO) Ah, meu Deus! Dá-me paciência! Que inferno!

SANDRA RESPIRA FUNDO. TENTA MUDAR A TÁTICA.

SANDRA              — João, não dá pra continuar desse jeito. Por favor, pára de agir assim! A gente precisa conversar.

JOÃO                    — Não tem conversa. É sim ou não. Você tem até hoje à noite pra se decidir.

SANDRA              — Tá pensando que vai me intimidar com essas ameaças? Não vou decidir nada. Já tá resolvido! Não quero te ver nunca mais na minha frente! E não ouse chegar perto de mim! Vou à delegacia agora dizer que você tá me ameaçando, João!

JOÃO                    — Isso! Faz isso pra você ver! Experimenta! Já tá avisada, Sandra. Se você não parar de encontrar o Batista, eu mato os dois!

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 00h17
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12/11/2008

CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA. SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA DE ARQUIVO. PRÉDIO DE SIMONE. EXT. DIA

CENA 26. APTO DE SIMONE. INT. DIA

SIMONE ESCREVE EM SEU LAPTOP. BATISTA SE APROXIMA.

BATISTA              — Desculpa incomodar, a senhora tá aí escrevendo seu livro.

SIMONE               — Já lhe pedi pra me chamar de você.

BATISTA              — Desculpa, de vez em quando esqueço. É romance que a senhora tá escrevendo?

SIMONE               — Não. É um livro de pensamentos. É uma tentativa de explicar aos outros o que eu penso da vida.

BATISTA              — Que interessante...

SIMONE               — Quer ouvir um trechinho?

BATISTA              — Sim, com certeza.

SIMONE               — Você existe e entende que faz parte de todas as coisas. Compreende que tudo faz parte de uma coisa só. Mas a natureza faz com que você veja as coisas em duplas: o que está dentro e o que está fora; o dia e a noite; o sol e a lua; o homem e a mulher; o adulto e a criança; Você e o Outro; respirar e inspirar; nascer e morrer. Toda inteligência se baseia nesta capacidade de distinguir, fazer diferenças. Você tem sempre dois modos possíveis de encarar as coisas: ou as quer ou não. Sim ou não: eis aqui a síntese de todas as decisões possíveis. O Outro existe: por sua causa tornam-se possíveis o jogo, o diálogo e a relação. Faz parte deste mundo desejar alguma coisa que se percebe como fora. Este movimento começa na mente, antes de se projetar na realidade. Amor, fome, sexo, sede, trabalho, tudo funciona de acordo com este princípio: a dualidade. Através da compreensão, é possível transcender e restaurar a Unidade fundamental.

CORTA PARA

CENA DE ARQUIVO. RIO DE JANEIRO. EXT. DIA

CENA 27. RUA. FAVELA. EXT. DIA

CLIPE DE PERSEGUIÇÃO: VALENTE E GABRIELA OLHAM PRA TRÁS.

PV. DELES: DRACO E TELÊ VÊM VINDO.

VALENTE E GABRIELA FOGEM DE TELÊ E DRACO.

GABRIELA          — Valente, eles estão vindo atrás de nós!

VALENTE            — Vamos! A gente não pode parar! Vamos!

ELES CORREM. PASSAM POR MENINOS (FIGURANTES) JOGANDO BOLA, EM VIELA DA FAVELA.

CAM. VAI PARA TELÊ E DRACO.

DRACO                — Telê! Não podemos perder eles de vista!

TELÊ                     — Vambora! Corre!

CLIPE: MAIS PERSEGUIÇÃO. DRACO E TELÊ TAMBÉM PASSAM PELOS MENINOS DA FAVELA, JOGANDO BOLA, ATRAPALHANDO JOGO.

DRACO PEGA A BOLA DOS MENINOS E ZUNE.

DRACO                — Saiam da frente, favelados!

RAPAZ FAVELADO SACA CANIVETE.

FAVELADO         — Como é que é?

TELÊ                     — Calado!

INSERIR EFEITO: TELÊ JOGA RAIO DE ENERGIA CONTRA FAVELADO.

FAVELADO         — Cuidado! São mutantes!

DRACO                — Vamos, Telê, não podemos perder tempo! Atrás do Valente!

CORTA PARA

CENA 28. OUTRA RUA. FAVELA. EXT. DIA

CONT. CLIPE PERSEGUIÇÃO.

VALENTE E GABRIELA CORREM.

DRACO E TELÊ CORREM ATRÁS DELES.

OS MUTANTES DO MAL VÊM SE APROXIMANDO DELES.

GABRIELA          — Eles vão nos alcançar, Valente! Vão nos alcançar!

CORTA PARA


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 02h48
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11/11/2008

O bom é ser feliz!

Vida foi feita pra alegria,

Para o prazer e o amor!

Obrigado, Senhor!

Por meu filho, obrigado!

Por meus irmãos, sou grato!

Grato por meus amigos,

mulher, pais e família!

Por todos que me querem bem,

obrigado, Senhor, amém!

 

 

 

 

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 00h30
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10/11/2008

Segue abaixo cena que deve ir ao ar hoje. Vejam também meus protestos contra a injustiça e impunidade, no Brasil, pouco mais abaixo, com desabafo sobre o cruel assassinato de meu irmão Bernardo, aos 18 anos de vida, em 19/02/2002, em Brasília, pelo sociopata (em liberdade) Tiago Barbosa de Miranda:

CENA 13. CASA DE TARSO. INt. NOITE

SANDRA ESTÁ CHORANDO, ARRASADA. BATISTA A CONSOLA.

SANDRA              — Não precisava ser desse jeito, Batista... Depois de tantos anos juntos... chegar a esse ponto, meu Deus... de ter que chamar a polícia! O João apontou uma arma pra mim! Queria me matar! Não me conformo! (CHORA MAIS)

BATISTA              — Ô, Sandrinha... não fica assim que me dói o coração... Esquece, já passou.

SANDRA              — Não tem como esquecer uma coisa dessas, Batista. Tô arrasada com essa história... muito magoada...

BATISTA              — Eu sei. E com toda razão. Foi broca, meu! Também fiquei super assustado, manja? Muito chato. O João Ricardo passou dos limites.

SANDRA              — Se não fosse por você, Batista... não sei o que seria de mim... Podia ter acontecido uma tragédia!

BATISTA              — Mas agora tá tudo resolvido. Fica calma. Limpa esse rostinho lindo... (LIMPA AS LÁGRIMAS DE SANDRA) e me dá um sorriso, meu...

SANDRA DÁ UM SORRISO, TRISTE.

BATISTA              — Isso! Que sorriso maravilhoso! Esse sorriso me mata!

SANDRA AGORA SORRI COM VONTADE, MAIS ALEGRE.

SANDRA              — Ah, Batista... só você mesmo...

BATISTA              — Agora sim! Vem, Sandrinha, me dá um abraço.

BATISTA ABRAÇA SANDRA, CARINHOSO. PASSA A MÃO NOS CABELOS DE SANDRA. ELA SE SENTE CONFORTADA.

BATISTA              — Prometo que vou cuidar de você, minha querida. Não vou deixar nada de mal te acontecer.

SANDRA SAI DO ABRAÇO. ELES FICAM MUITO PRÓXIMOS UM DO OUTRO.

SANDRA              — Obrigada, Batista. Você sempre me tratou tão bem. Nunca devia ter te abandonado...

BATISTA              — (PÕE O DEDO NA BOCA DELA, GENTIL) Isso é passado, Sandra... Não importa mais. O que vale é o aqui e agora... e o que a gente vai fazer do nosso futuro...

BATISTA E SANDRA SE OLHAM INTENSAMENTE POR UM INSTANTE.

SANDRA              — Quero fazer tudo certo dessa vez...

BATISTA              — Eu também.

BATISTA BEIJA SANDRA.

TEMPINHO NO BEIJO.

INSERIR EFEITO: TARSO SE TELETRANSPORTA.

TARSO                 — Mãe!

BATISTA E SANDRA SE AFASTAM, ASSUSTADOS, SEM GRAÇA. SAIA JUSTA ENTRE TODOS.

SANDRA              — Que susto, Tarso!

BATISTA              — Ô, filhão! Tudo bem com você?

TARSO                 — Desculpa, não queria interromper.

BATISTA              — Você nunca interrompe, imagina! Não fala uma coisa dessas.

SANDRA              — O Batista só tava me dando uma força.

TARSO                 — Eu vi.

BATISTA              — (PIGARREIA) Bom, eu já tava mesmo de saída...

SANDRA              — Mas o Tarso acabou de chegar... Fica mais um pouco.

TARSO SE AFASTA, ALHEIO AOS DOIS, E OLHA EM VOLTA, ESTRANHANDO A BAGUNÇA.

TARSO                 — Mas que bagunça é essa, mãe?

SANDRA              — Foi o João Ricardo. Ele veio aqui e fez um escândalo! Uma coisa horrível! Tive até que chamar a polícia!

TARSO                 — Polícia? Mas precisava de tanto?

SANDRA              — O seu pai amarrou o Batista e ameaçou nos matar, Tarso.

BATISTA              — Ele tava doidão, meu, completamente fora de si!

SANDRA              — Nunca passei tanto medo em toda a minha vida! Não tive escolha, filho. Se a polícia não chegasse a tempo, podia tá morta a essa hora.

TARSO                 — Ah, quanto drama! O meu pai não ia fazer isso, também não é assim! 

SANDRA              — Como não? Você já viu o estado em que o João fica quando bebe! O seu pai ficou com uma arma apontada pra mim, Tarso! O que houve aqui foi muito sério!

BATISTA              — Sou testemunha. Foi uma coisa de louco!

TARSO                 — Mas agora ele tá preso! Sei que o meu pai perde a cabeça de vez em quando, mas não queria que ele fosse pra cadeia!

SANDRA              — Tá se preocupando à toa, filho. Aposto que o João Ricardo já tá com cinco advogados lá na delegacia. Tenho certeza que daqui a pouco ele consegue um habeas corpus de um juiz amigo... Sei bem como é que é. Ele vai ficar solto rapidinho até cometer um crime. E mesmo depois de cometer um crime, talvez... não duvido nada!

BATISTA              — Do jeito que esse país é, também não duvido! É um absurdo essa impunidade.

TARSO                 — Você também, hein, mãe? Nem deu tempo pro pai esfriar a cabeça e já começou a namorar o Batista!

SANDRA              — Ah, mas essa é boa! E ele que namorava um monte de sirigaita enquanto tava comigo?

TARSO                 — Então você quis dar o troco, foi isso? Queria provocar, mãe... deu no que deu!

SANDRA              — A culpa agora é minha?!

TARSO                 — Ele morre de ciúme do Batista! Você tá cansada de saber!

BATISTA              — Tarso, por favor, me desculpa... Talvez a gente foi um pouco precipitado mesmo. Não queria nunca causar qualquer tristeza pro meu filho.

TARSO                 — É, mas causou.

BATISTA              — Sinto muito. Depois a gente se fala melhor. Acho que agora não é a hora.

TARSO SE AFASTA, TRISTE.

BATISTA              — Tchau, Sandrinha.

SANDRA              — Tchau.

BATISTA SAI.

SANDRA              — Não acredito que você tá defendendo o João depois de tudo o que ele fez, Tarso!

TARSO                 — Tô muito decepcionado com você, mãe! Você fez tudo errado!

TARSO VAI PRO QUARTO, REVOLTADO COM A MÃE.

SANDRA              — Tarso!

TARSO JÁ SE FOI. NA PREOCUPAÇÃO DE SANDRA,

CORTA PARA


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 16h15
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09/11/2008

Ótima semana para todas e todos!

No sábado, dia 08 de novembro, meu irmão Bernardo ia completar 25 anos, se estivesse vivo. Foi brutalmente tocaiado e assassinado com quatro facadas no pescoço por Tiago Barbosa de Miranda, assassino, condenado, que cumpriu apenas quatro anos em regime fechado, pouco mais de um em regime semi-aberto, e hoje já está em regime aberto, ou seja, nem precisa dormir na cadeia, está livre.

O assassino - que já havia matado anteriormente Italo Borges - estuda Direito na Universidade Católica de Brasília. É uma vergonha a impunidade deste país.

Como eu não sou assassino nem criminoso, só me resta lamentar a injustiça que coloca sociopatas serial-killers em liberdade, com tanta facilidade, no Brasil. E também vou sempre fazer o que estiver ao meu alcance para protestar e desejar que um dia este país não seja mais o paraíso da impunidade.

Quem quiser saber mais detalhes sobre a tragédia que se abateu sobre nossa família, pode ver também o site:

http://basasanti.sites.uol.com.br/Pagina_do_Be/menu.htm

O site foi criado por meu irmão Basílio, em homenagem ao Bernardo, um moço excelente, da paz, do bem e do amor, que teve a má sorte de cruzar com um monstro em sua vida.

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 21h52
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