Blog de TIAGO SANTIAGO

17/10/2008

Pessoas queridas, fico muito emocionado com as mensagens, sugestões. Gostaria de poder responder a todos. Voltei de São Paulo, cidade que aprendi a amar, onde fiquei na maravilhosa e poderosa Avenida Paulista. Foi em São Paulo que ganhei minha bolsa de estudos na Inglaterra, em 1978. Morei na Bela Vista e no Sumarezinho, em São Paulo, em 1983, ano em que trabalhei com Marília Pera em "Adorável Júlia", no Teatro Brigadeiro. Depois voltei a morar em São Paulo em 2001, no Morumbi, por causa de "Uga Uga", em que colaborava com o Lombardi. Voltei a ficar muito lá em 2004, quando vim para a Record, pra fazer a nova versão de "A Escrava Isaura". E sinto prazer a cada vez que vôo nesta Ponte. Sonho que se concretize logo o projeto do trem-bala. Uau, vai ser ótimo integrar assim São Paulo e Rio. São Paulo é tão chique que tem o Rio, a cidade maravilhosa, como seu principal balneário, fora as praias locais, descendo a serra, a apenas uma hora de trânsito bom. Enfim, dá pra ver pela novela que eu amo São Paulo, né, gente? Vilson, Flávio Ricco e José Carlos, os grupos de discussão foram de 11 a 60 anos de idade, ok? Foram realizados no prédio do IBOPE, na Alameda Santos, pelo pessoal do IBOPE-INTELIGÊNCIA. Só fico triste a cada vez que o IBOPE consolida a gente abaixo das prévias, coisa que aconteceu na segunda, na terça e na quarta. Enfim, continuamos com 15 de média, em quatro meses e meio de horário novo. Lindo, não? E pelo que senti nos grupos de discussão, o caminho é avante e para o alto! Segue abaixo cena que vai ao ar amanhã:

CENA 12. APTO DE GABRIELA. INt. DIA

CONT. IMEDIATA DA CENA ANTERIOR. CLIPE. TENSÃO. ERIC AMEAÇA GABRIELA COM A ARMA. GABRIELA, DESESPERADA, EMPURRA MÃO COM ARMA, AO MESMO TEMPO QUE:

DETALHAR: GABRIELA ENFIA DEDOS ESTICADOS NOS OLHOS DE ERIC.

DETALHAR: ARMA DE ERIC DISPARA PARA CIMA.

ERIC                     — Ai meus olhos, gata selvagem!

VALENTE SE JOGA E SEGURA ERIC, QUE IA APONTANDO DE NOVO ARMA NA DIREÇÃO DE GABRIELA, APESAR DA DOR NOS OLHOS.

BRAÇO DE VALENTE SALVA GABRIELA, DESVIANDO O BRAÇO DE ERIC.

DETALHAR: SEGUNDO TIRO DE ERIC, NOVAMENTE EM DIREÇÃO ERRADA.

VALENTE DÁ SOCO EM ERIC.

VALENTE            — Maldito!

ERIC BAQUEIA.

VALENTE            — Assassino!

VALENTE DÁ CHUTE NO SACO DE ERIC.

OBS. EDIÇÃO: ANTES DA CONCLUSÃO DO GOLPE, CORTA PARA REAÇÃO DE ERIC.

VALENTE            — O violento sofrerá com a violência!

OUTRO SOCO DE VALENTE, CUJA CONCLUSÃO NÃO VEMOS, PORQUE CORTA DIRETO PARA:

ERIC CAI DE JOELHOS.

VALENTE            — Porque nesta vida cada um colhe aquilo que planta!

VALENTE DÁ SOCO.

ERIC CAI.

NA TROCA DE OLHARES DE GABRIELA E VALENTE, OFEGANTES, CHEIOS DE ADRENALINA,

CORTA PARA

CENA 15. CASA DE GUIGA. INT. DIA

PACHOLA E VIVIANE SE APROXIMAM DE ÂNGELA E VAVÁ. VIVIANE APONTA COM A MÃO NA DIREÇÃO DOS QUARTOS.

VIVIANE              — Vocês dois... podem subir para os quartos...

VAVÁ                   — Por quê?

VIVIANE              — Porque vão ficar de castigo! Seu irmão Eugênio saiu e não quis me ouvir, mas depois eu me acerto com ele. Agora vocês vão fazer o que eu tô mandando. Subam agora!

ÂNGELA              — Mas mãe...

VIVIANE              — Pensam que podem ficar me chamando de chata, hein?

VAVÁ                   — Olha aqui, eu não sou seu filho pra você me deixar de castigo! Eu não vou pra quarto nenhum!

VIVIANE SE APROXIMA DE VAVÁ, AMEAÇADORA.

VIVIANE              — Ainda por cima é respondão!

VAVÁ ROSNA.

VAVÁ                   — Não chega perto, senão eu te mordo!

VIVIANE              — (P/ PACHOLA, EXIGINDO UMA ATITUDE) E daí, Pachola?

PACHOLA           — (P/ VAVÁ) Calma, meu filhotinho! Se contenha! Eu já te falei que morder é feio!

VIVIANE              — Credo! (COM NOJO) Esse menino é um animalzinho... um verdadeiro lobinho... ainda mais com esses pêlos... devia ficar numa casinha lá fora, junto com os outros cachorros.

PACHOLA           — Ô madame, pegou pesado agora!

VAVÁ                   — Pai! Eu quero ir embora desta casa... eu não quero mais ficar morando com uma bruxa... uma megera...

VIVIANE              — Ô, menino! Você pare de me ofender! (P/ PACHOLA) Pachola, seu filho é muito mal educado... eu exijo que você lhe dê um castigo.

PACHOLA           — Vavá, você também pegou pesado!

ÂNGELA              — (CHORANDO, P/ VIVIANE) Por que você é tão má? Eu preferia ficar com a tia Érica... ela é boazinha e parece que gosta mais da gente do que você.

VIVIANE              — Por favor, nem me fale o nome desta sonsa! (P/ PACHOLA) E então, Pachola? Vai dar um corretivo no menino-bicho ou não?

VAVÁ                   — Paichola! Se você me bater, eu fujo, vou embora e você nunca mais vai me ver!

PACHOLA           — Claro que não vou te bater, não! Imagina! Só que você não pode se comportar desta maneira... ficar destratando a dona da casa que está hospedando a gente, meu filho... por isso, vou ter que te dar uma lição... você vai ficar no quarto pensando em tudo que fez, sem tevê, sem brinquedo, de castigo.

VAVÁ                   — Eu não acredito que você vai fazer isso comigo, Paichola!

PACHOLA ABRAÇA VAVÁ E VAI RETIRANDO ELE DA SALA.

PACHOLA           — Não discuta com seu pai... (FALA BAIXO) Depois a gente conversa... agora vai, anda, lá pro quarto.

VAVÁ SAI CABISBAIXO.

VIVIANE              — Pachola, seu filho é muito estranho... eu acho melhor você mandar o Vavá pra um colégio interno, algum outro lugar.

PACHOLA           — (SOFRENDO) Deus me livre, eu não posso ficá sem meu peludinho!

VIVIANE              — Pois trate de dar um jeito! Aqui nesta casa ele não pode ficar... Você, tudo bem, mas o Vavá nem pensar...

ÂNGELA              — (CHORA) Mãe, não expulsa o Vavá daqui...

VIVIANE              — Nossa! Não tô entendendo o motivo desta choradeira!

ÂNGELA              — (CHORANDO, SENTIDA) É que eu tô gostando muito dele...

VIVIANE              — Que é isso? Gostar de um menino que mais parece uma atração de circo? Nada a ver!

PACHOLA           — Madame, por favor, não fala assim do meu Vavazinho!

VIVIANE              — Mas Pachola, teu filho é um animal feroz... se ele já é assim pequeno, imagina depois que crescer, hein? Este menino precisa ser amestrado, domesticado, antes que morda alguém!

NA TRISTEZA DO PACHOLA E NO CHORO DE ÂNGELA,

CORTA PARA

 

 

 

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 23h51
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14/10/2008

MAIS DE CEM MIL ACESSOS! Obrigado, leitores e espectadores de minhas obras! Amo vocês!

Estou na livraria Cultura, no Conjunto Nacional em São Paulo, blogando, enquanto espero café, no intervalo entre grupos de discussão sobre a novela. Já vi dois hoje. É muito bom ver como a novela é amada e compreendida muito bem por quem a assiste.

Fico impressionado com o número de falsas informações que circulam na rede, sobre mim. P.ex: não vou escrever novela de Pokemon, não sei de onde saiu isso. Danilinho não vai sair da novela. Clara não vai morrer. Quando alguém ouvir uma bobagem absurda dessas, pode me perguntar que eu respondo se é verdade ou não.

Segue em anexo cena que vai ao ar hoje:

CENA 9. CASA DE TEÓFILO. INT.DIA

ÉRICA FAZ CAFÉ, ENQUANTO CONVERSA COM ÁGATA. TEÓFILO, MAIS AFASTADO, ESTÁ OLHANDO PARA ÁLBUM COM FOTOS DELE, ROSANA, ÁGATA E AQUILES.

ÉRICA                  — Nem sei como agradecer você e seu pai por me acolherem na sua casa, Ágata... Tava preocupada, sem ter onde morar... Obrigada pelo aluguel do quarto, viu?

ÁGATA                 — Imagina, Érica, se alguém tem que agradecer aqui sou eu. Fico muito mais segura sabendo que tem mais um adulto em casa comigo... e você tem me ajudado tanto com o meu pai... Uma mão lava a outra, não é?

ÉRICA                  — É verdade. Fico feliz que eu também tô podendo te ajudar...

ÁGATA                 — Hummm.... esse cheiro de café é uma delícia... meu pai que adora...

TEÓFILO FECHA ÁLBUM DE FOTOS E SE APROXIMA DELAS, TRISTE. ÁGATA O RECEBE, FELIZ.

ÁGATA                 — Pai! (P/ ÉRICA) Olha aí, tá vendo, Érica? (ABRAÇA O PAI, CARINHOSA) Sentiu o cheirinho de longe, né pai?...

ÉRICA                  — Senta aqui com a gente, seu Teófilo. Vem tomar um cafezinho fresquinho...

TEÓFILO SENTA AO LADO DE ÁGATA. ÉRICA SERVE CAFÉ PARA ELES E PARA ELA E SE SENTA COM ELES.

TEÓFILO TOMA UM GOLE E PÁRA. COMEÇA A CHORAR MUITO.

ÁGATA                 — Paizinho... o que foi, pai?

TEÓFILO              — O cheiro do café da sua mãe, minha filha...

ÁGATA E ÉRICA TROCAM UM OLHAR DE PESAR.

TEÓFILO              — Queria tanto ter minha Zana de volta...

ÁGATA                 — Ô, pai... também queria que a mamãe tivesse aqui com a gente... (COMEÇA A CHORAR TAMBÉM) Não fica assim, por favor.

TEÓFILO              — E o seu irmão? Onde é que tá o Aquiles? Me dá um aperto aqui no coração só de pensar no que pode tá acontecendo com o meu menino...

ÁGATA                 — Ele tá bem, pai... calma.

TEÓFILO              — Como é que você pode ter certeza?

ÉRICA                  — Nós precisamos ter esperança que ele vai voltar, seu Teófilo.

TEÓFILO              — E se não voltar?

ÁGATA                 — O Aquiles sabe se virar, paizinho. Ele tem super velocidade... se regenera de qualquer machucado... Ele vai ficar bem...

TEÓFILO              — Já perdi minha mulher, não queria também perder meu filho...

ÁGATA                 — Não vai perder, prometo. E depois, a mamãe pode não ter morrido.

TEÓFILO              — Como isso é possível se aquele vampiro desgraçado sugou todo o sangue dela?

ÉRICA                  — Desculpa, mas o senhor chegou a ver a sua esposa morta?

TEÓFILO              — (PENSA UM POUCO) Não lembro.

ÁGATA                 — Na verdade, na época, a gente viu sim... e achou que ela tava morta... mas depois a gente descobriu que pode ser que não... Pode ser que ela estivesse só desmaiada, inerte, parecendo sem vida, por causa da mordida daquele vampiro...

ÉRICA                  — Então, pai! Quem sabe ela tá viva?! Um amigo nosso, o Marcelo, ficou meses desaparecido, dado como morto, mas ele tava vivo. Naquela ilha, tudo é possível!

TEÓFILO              — Será? (FICA NERVOSO) Não! Eu não quero me iludir! Vai me fazer sofrer ainda mais. Vocês tão tentando me enganar... ou se enganar... A Zana... ela se foi! (COLOCA AS MÃOS NO ROSTO E CHORA FEITO CRIANÇA) Infelizmente, o amor da minha vida foi tirado de mim!

ÁGATA                 — Se isso aconteceu mesmo, pai... pode ter certeza que a mamãe tá bem... ela era uma pessoa tão boa... tão alegre... Foi pros braços de Deus...

ÉRICA                  — A morte é um caminho que todo mundo um dia vai ter que trilhar, seu Teófilo. Procure se lembrar das coisas boas que você viveu com sua esposa... Ela vai estar sempre ao seu lado.

TEÓFILO              — O meu medo é que a Rosana tenha sido levada pelos reptilianos... (SE ASSUSTA COM A IDÉIA, NÃO TINHA PENSADO NISSO ANTES) Será possível? Será que foi isso que aconteceu?

ÉRICA                  — É possível sim. Pois não levaram o Guiga?

ÁGATA                 — Meu Deus! Mas... ai... queria tanto saber se a mamãe tá viva!

TEÓFILO              — Mas se você mesma disse que viu... que ela tava morta, minha filha...

ÁGATA                 — Ela tinha sido mordida pelo Vlado... Pode ter virado vampira... Pode ter sobrevivido na ilha...

TEÓFILO              — Você acha? Não me lembro direito... Minha mente tá muito confusa... Ela não foi enterrada?

ÁGATA                 — Foi... Em cova rasa... Se ela estivesse mesmo viva, ia conseguir sair, sem problemas...

TEÓFILO              — Será, filha? Será que isso não é só uma esperança louca? Uma esperança vã?

ÁGATA                 — Não sei, pai, mas eu tenho uma esperança de verdade... de que ela esteja viva...

TEÓFILO              — E se estiver viva? Por que nunca nos procurou?

ÁGATA                 — Ela pode ter sido levada pelos reptilianos como o senhor falou.

TEÓFILO              — Pode,  minha filha. Isso pode... Os reptilianos são uns abutres. Carniceiros.

ÁGATA                 — Não sei o porquê, pai, mas agora tô com uma intuição... uma intuição muito forte... de que a minha mãe não morreu... Alguma coisa dentro de mim me diz... que ela tá viva!

NA EMOÇÃO DE ÁGATA E TEÓFILO, QUE CHORAM COM SAUDADES DE ROSANA,

CORTA PARA

 

2º INTERVALO COMERCIAL

 

CENA DE ARQUIVO. LITORAL DE SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA DE ARQUIVO. CASA DE TEÓFILO. EXT. DIA

CENA 10. CASA DE TEÓFILO. INT.DIA

CONT. IMEDIATA DA CENA ANTERIOR. OS MESMOS NAS MESMAS POSIÇÕES.

TEÓFILO              — Os reptilianos não têm pena de nós. Usam humanos como cobaias. Uns eles exterminam. Descartam. Com outros usam para fazer experiências. E outros ainda devolvem pra Terra, como foi comigo... Não sei o que é pior.

ÉRICA DÁ UMA OLHADA NO JORNAL, TOMANDO CAFÉ.

ÉRICA                  — Estranho é que a imprensa não está levando isso a sério. As TVs, rádios e os jornais continuam falando do problema mutante, mas os casos de pessoas que viram óvnis e discos voadores estão sendo tratados como alucinação, histeria coletiva...

TEÓFILO              — Quando o mundo acordar pra realidade, já vai ser tarde...


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 17h24
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13/10/2008

Primeiro Dia das Crianças do meu filho, meu primeiro como pai. Há quanto eu não ia a uma festa de crianças no clube? Ser pai é reviver a infância, de outra perspectiva. Aos que não puderem ter os seus, sugiro que adotem, mesmo sozinhos. A vida se enche de amor e alegria. Felicidade para todos.

Segue abaixo cena que vai ao ar hoje:

CENA DE ARQUIVO. PRÉDIO DE SIMONE. EXT. DIA

CENA 13. APTO DE SIMONE. INt. DIA

NEWTON ESTÁ OLHANDO O JORNAL. SIMONE ESTÁ NO LAPTOP, NA INTERNET. MARISA ESTÁ FAZENDO TRICÔ.  BATISTA ESTÁ TOMANDO MAIS UM CAFÉ, PERTO DE SIMONE, ENQUANTO CONVERSAM PREOCUPADOS.

NEWTON             — Esse mundo tá virando de cabeça pra baixo... Já viu as notícias? Os mutantes estão nas manchetes dos jornais...

SIMONE               — E a Paty Chucrute!... Você viu de novo? Ela não desiste... Escreveu que os mutantes são lixo!

MARISA               — Lixo? Como se não houvesse mutantes maravilhosos...

SIMONE               — Ela tem medo... medo da mudança... da grande mutação que tá acontecendo na sociedade!

MARISA               — Paty Chucrute é nojenta! Hmph!

NEWTON             — A sociedade sempre muda... Ela não entende, coitada, que há mutantes maravilhosos...

BATISTA              — Como o meu filho Tarso... Meu filho é maravilhoso...

SIMONE               — E tantos outros são extraordinários... são completamente do bem...

MARISA               — A Liga do Bem... Os mutantes que só estão lutando pela paz, pelo amor, pela alegria!

SIMONE               — E ela trata todos como se fossem lixo?! Ora, aí ela mostra que ela é lixo! Nota zero, zeríssimo, mil vezes zero, para Paty Chucrute!

NEWTON             — Ela realmente não pode ter nenhuma isenção pra falar sobre os mutantes... porque ela já foi atacada por um deles...

SIMONE               — Mesmo assim... não tá certo chamar de lixo! Lixo é o que se joga fora... o que pode ser descartado...

NEWTON             — E não se podem descartar as mutações na sociedade... O verdadeiro problema é esta guerra que tá acontecendo... as guerras matando inocentes... a violência se espalhando de forma assustadora... o aumento da criminalidade em toda a parte...  É algo assombroso!

MARISA               — É verdade. É o fim dos tempos, meu pai eterno.

BATISTA              — Sempre houve guerra no mundo, gente... infelizmente.

NEWTON             — Mas não tanto como agora... As pessoas estão perdendo seus valores... a família está se desintegrando... muita gente perdida, sem esperança.

SIMONE               — Esse é problema. Aconteça o que acontecer, nunca podemos perder a esperança num futuro melhor. Eu tenho esperança!

MARISA               — Apesar de tudo, eu também.

BATISTA              — Às vezes o medo é maior, manja? As pessoas tão apavoradas com todas essas tragédias que andam acontecendo... Medo de assalto, medo de sair de casa... medo de serem contaminadas por algum vírus maligno... medo desses ataques violentos dos mutantes do mal... É broca meu!

SIMONE               — Realmente, isso é uma tristeza. O medo é algo que paralisa as pessoas. Que escraviza... que domina... é um sentimento terrível!

MARISA               — Por isso é nosso dever espalhar a alegria por aí. Contagiar as pessoas com sentimentos de bom ânimo... encher os corações de esperança... Temos que irradiar a nossa luz onde tem sombra...

BATISTA              — Falou bonito, dona Marisa. Um coração alegre espanta todo o medo!

NEWTON             — Pois saiba que sua alegria já está me contagiando...

SIMONE               — Que maravilha! É isso mesmo. A alegria, a paz e o amor são a solução pra todos os males!

TOCA O CELULAR DE BATISTA.

BATISTA              — (JÁ PEGANDO O CELULAR) É, o meu. (OLHA O BINA, FALA P/ SI) Ué, não conheço esse número... (P/ OS OUTROS) Com licença, só um momento...

BATISTA SE AFASTA E ATENDE O CELULAR.

BATISTA              — Alô?

OBS. CENA CONTINUA ABAIXO

INTERCALAR DIÁLOGOS COM

CENA 14. RUA. CARRO. EXt. DIA

JOÃO RICARDO FALA AO CELULAR, TRANSTORNADO, AOS BERROS.

JOÃO                    — Batista, seu desgraçado! Você não se meta comigo!

BATISTA              — Péra lá! Que é isso? Quem tá falando? É o João Ricardo?

JOÃO                    — Eu mesmo. Tô ligando só pra te avisar pra ficar longe do meu filho!

BATISTA              — Do meu filho, você quer dizer.

JOÃO                    — Cala a boca! O Tarso é meu garoto! Fui eu quem criei, que dei comida, carinho, educação... Você é um nada na vida dele!

BATISTA              — Vai com calma, João. Não é por aí.

JOÃO                    — Você é um ordinário, Batista! Eu soube que vocês se encontraram... Tá querendo roubar o meu filho de mim!

BATISTA              — Não é nada disso. Também tenho direito de me relacionar com o Tarso, meu.

JOÃO                    — Não! Não tem! Eu não te dou esse direito! Depois que você apareceu, minha vida virou um inferno!

BATISTA              — Epa! Não vem não! Não me culpa pela sua separação com a Sandrinha.

JOÃO                    — Ah, já tá sabendo? Ela te contou?

BATISTA              — João, escuta. Não tenho nada a ver com isso. E também não tô querendo afastar o Tarso de você... Mas eu vou continuar me encontrando com ele sim. Queira você ou não!

JOÃO                    — Não vai! Eu não vou deixar! Você não sabe do que eu sou capaz, Batista!

BATISTA              — O que é isso? Tá me ameaçando?

JOÃO                    — Tô só avisando. Fica longe do Tarso e da Sandra, ouviu bem? Se eu souber que você chegou perto deles, eu te mato! Te mato, Batista! Acabo com você!

NO ESPANTO DE BATISTA,

CORTA PARA

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 12h20
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