Blog de TIAGO SANTIAGO

11/10/2008

Boa noite.

Diário cibernético: deixo aqui meu grande abraço para o extraordinário ator André Mattos, que já fez comigo o Padilha - dia lindo! - em "Prova de Amor" e o Pachola em "Caminhos do Coração / Os Mutantes". Foi aniversário dele no simpático restaurante Kaçuá, no Recreio, com gostoso show de bossa nova. Quando ficar velhinho, vou rever meu blog e reviver bons momentos da vida.

Vejam abaixo a cena em Nati-vampira lutava contra Nati-humana:

CENA DE ARQUIVO. LITORAL DE SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA DE ARQUIVO. PRÉDIO DE GABRIELA. EXT. DIA

CENA 14. APTO DE GABRIELA. INt. DIA

CONT. DA CENA 10. VALENTE ENCARA NATI.

VALENTE            — Cê tá louca!? Cê enfiou o dedo no meu olho!

NATI                     — Cê não vai me matar!... Nem você nem aquela doutorazinha safada... a Gabriela!

VALENTE            — Nati, eu não quero te matar, cê tá completamente delirante, eu quero que você fique bem, quero que você fique boa... Pára com isso, pelo amor de Deus!

NATI                     — Sede... sede animal...

VALENTE            — Toma seu suco, vai...

VALENTE PEGA GARRAFINHA TIPO ENERGÉTICO E JOGA PARA NATI, QUE TOMA UNS GOLES, DEPOIS FALA PARA VALENTE.

NATI                     — Quero água.

VALENTE            — Bom sinal... Há muito tempo você não pede água. Isto já pode ser efeito da vacina que você tomou...

VALENTE SERVE UM COPO DE ÁGUA PARA NATI QUE ESTÁ AGITADA. ELA AINDA SOFRE DELÍRIOS DE PERSEGUIÇÃO E CRISE ESQUIZOFRÊNICA.

VALENTE            — Bebe um copo de água, Nati. Assim você vai ficar mais hidratada. Talvez um copo de água te deixe mais aliviada do susto de ainda há pouco.

NATI                       Obrigada... Obrigada não só pela água, mas também por sua paciência comigo. Valeu mesmo.

NATI TOMA UM GOLE DO COPO DE ÁGUA. DE REPENTE ELA PARA DE BEBER E OLHA PARA VALENTE COM O ROSTO TENSO.

NATI                     — O que você botou nessa água? O que é que tem aqui?

VALENTE            — Não tem nada Nati, é apenas água. Água da geladeira.

NATI                     — Não minta para mim. Tem alguma coisa nessa água. Por que você está fazendo isso comigo?

NATI, FURIOSA, JOGA O COPO NO CHÃO.

DETALHAR: COPO ESPATIFADO NO CHÃO.

VALENTE            — Nati, você tá viajando... Tá tendo delírios de perseguição. Tá completamente paranóica. Isso só pode ser efeito colateral da vacina que você tomou!

NATI                     — Bem que eu reparei um vulto no corredor. Quem está aqui com a gente? Você está escondendo alguém aqui no apartamento? É a Gabriela? Ela voltou? É outra pessoa?

VALENTE            — Não tem ninguém aqui. Apenas eu e você. Fica calma, Nati, você tá nervosa, meio surtada, mas tá tudo bem.

NATI                     — Não tá nada bem. Não se aproxime daqui, que eu estou a ponto de me transformar... Não chegue perto de mim.

VALENTE            — (HESITA) Queria tanto poder te dar um abraço, meu amor... te confortar...

VALENTE SE APROXIMA DE NATI E ELA, DESCONTROLADA, DÁ UM EMPURRÃO NELE. VALENTE SE DESEQUILIBRA, TROPEÇA NUM MÓVEL E CAI. QUANDO CAI ELE APÓIA A MÃO NO CACO DE VIDRO DO COPO.

DETALHAR: MÃO DE VALENTE JÁ FERIDA, CORTADA PELO CACO DE VIDRO.

VALENTE            — Ai! Me cortei...

VALENTE SE LEVANTA APRESSADO. HÁ SANGUE NA PALMA DA SUA MÃO. É UM PEQUENO CORTE, MAS VEMOS UM RISCO, UM FILETE DE SANGUE.

VALENTE            — Puxa vida, Nati, levei um corte na mão. Era isso que você queria? Me machucar?

NATI OLHA FASCINADA PARA A MÃO MACHUCADA DE VALENTE

DETALHAR: SANGUE ESCORRENDO NO DEDO MIDINHO

NATI                     — Ah! Que lindo!

NATI AVANÇA, NÃO PARA MORDER, MAS PARA LAMBER O SANGUE DE VALENTE. ELE A AFASTA COM FIRMEZA.

VALENTE            — Não!

NATI                     — Deixa! Só quero lamber... Não vou morder! Não vou!

VALENTE            — Pára com isso, Nati, isso não vai te fazer bem.

VALENTE PEGA UM LENÇO E ENROLA SEU DEDO. NATI SE AFASTA DELE. ELA ESTÁ ATORDOADA. SUBITAMENTE COMEÇA A SE CONTORCER, COMO UMA PESSOA QUE ESTÁ POSSUÍDA POR ALGUM TIPO DE ESPÍRITO. NATI URRA COMO UM ANIMAL FERIDO. VALENTE SE AFASTA UM POUCO PARA OBSERVAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO.

AGORA NATI COMEÇA A FALAR CONSIGO MESMA, EM PENSAMENTO. UMA É A NATI-VAMPIRA, ESCULACHADA, VULGAR, MALDOSA. A OUTRA É A NATI-HUMANA. DOCE, BONDOSA E CORDATA. OCORRE UM DUELO VERBAL ENTRE A NATI- VAMPIRA CONTRA NATI- HUMANA. REAÇÕES FACIAIS E CORPORAIS DE NATI, MUDAM DE ACORDO COM AS FALAS DELA, NA SEQÜÊNCIA A SEGUIR.

                                  NATI                     — (VAMPIRA) Agora! Já... sem esperar mais... É minha verdadeira natureza. Ser vampira...

NATI                     — (HUMANA) Não... É imoral!

NATI                     — (VAMPIRA) Não importa! A moral depende de quem faz... O que é moral pra um humano normal não é pra um vampiro... ou uma vampira!

VALENTE            — Nati, que é isso? O que você tá falando?

NATI                     — (VAMPIRA) Atacar... atacar duma vez... trazer o Valente pro mundo vampírico...

VALENTE            — Não!

NATI                     — (HUMANA) ...isso nunca! Não vou permitir que você me leve pro caminho da perdição. Sou do amor e vou defender esse ponto de vista até o fim. Não vou me entregar ao vampirismo, prefiro morrer a ter que atacar alguém...

VALENTE OLHA ASSUSTADO.

NATI                     — (VAMPIRA) Não, não! A vida está nos dando uma chance, nos proporcionando o poder do vampirismo mutante. Como se atreve a recusar algo que já é seu? Ao ser contaminada você se tornou uma criatura essencialmente má. Não lute contra isso. Vamos! Ataque!

VALENTE            — Nati... Você tá falando... com você mesma?

NATI PARECE QUE NÃO ESCUTA VALENTE, ESTÁ PERDIDA DENTRO DE SEU DIÁLOGO INTERIOR. CADA HORA ELA SE VIRA PARA UM LADO, MUDANDO SUA EXPRESSÃO:

NATI                     — (HUMANA) Não adianta me perturbar com seus argumentos vãos. Meu lado bom – o que deseja a paz - não vai se deixar dominar pelo lado perturbador da maldade. Eu gosto da luz, do amor, da alegria, da harmonia. É isso que eu quero para mim e para todos que estão à minha volta.

NATI                     — (VAMPIRA) Meu pêsames, queridinha. Você já é uma mulher morta. Reconheço que você tem força de vontade, mas isso não adianta de nada. Vou te arrastar comigo para o mundo da perdição. E vai ser agora. Nós vamos morder o Valente. Você vai ver quão delicioso é o sangue de um homem.

NATI-HUMANA FICA EMOCIONADA. OLHOS CHEIOS DE LÁGRIMAS.

NATI                     — (HUMANA) Nunca. Jamais. Amo o Valente. Amo esse rapaz mais que tudo nesse mundo. Acho que ele é única coisa realmente boa que existe na minha vida nesse momento. Meu adorado Valente. Meu amor.

VALENTE CORRE PARA NATI-HUMANA E A ABRAÇA FORTE. NESSE MOMENTO A NATI-VAMPIRA SOME. DESAPARECE. NATI-HUMANA SOLUÇA NOS BRAÇOS DE VALENTE. VALENTE EMOCIONADO A CONSOLA.

VALENTE            — Você também é a única coisa realmente boa que existe na minha vida. Te amo, Nati. Te amo muito.

NO CLIMA DE AMOR E CONFLITO

CORTA PARA

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 01h39
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08/10/2008

Saiu notícia falsa no FOLHA ONLINE e UOL TELEVISÃO. Não tentei "emplacar sobrinho", no elenco da novela, como foi publicado. Achei a notícia ofensiva e despropositada, muito desrespeitosa comigo e com a minha família. Minha mãe, Helena Xavier, já era atriz premiada na década de 50 e fez muito Teatro, ao longo desta vida. Participou do primeiro Caso Especial em cores, na Globo, na década de 70. Trabalhou com Tônia Carrero, Adolfo Celi, Maria Clara Machado, gente muito boa das nossas artes cênicas. Eu sou autor de novelas hoje por causa da educação que ela me deu. Não é ela que é atriz de novelas por minha causa. Minha mulher, Ligia Fagundes, já era atriz, antes de nos conhecermos. Quando ela começou a trabalhar em "A Escrava Isaura", nós já nos conhecíamos, mas ainda não namorávamos. Minha prima e afilhada Juliana Xavier ganhou por teste seu papel em "Bicho do Mato". Agradou tanto por conta de seu descomunal talento que a Record lhe ofereceu contrato longo, sem qualquer interferência minha sobre o assunto. Na Record, só escalamos por mérito, por talento, nunca por nepotismo. Quem vê a novela sabe do que estou falando. Minha mãe, Lígia e Juliana são artistas plenas, estão lá por mérito próprio, por conta do seu próprio talento. É verdade que o Henrique Gonçalves - meio-irmão da Juliana, por parte de mãe - fez testes para a Record, para minha novela, mas não tenho consangüinidade com ele, já que não é filho de meu tio. É um rapaz excelente, de 17 anos, que está estudando Teatro há anos, e tenho certeza que um dia terá sua oportunidade, por mérito, não por nepotismo, seja na Record ou na Globo ou em outra emissora. A nota é maldosa contra minha família. A notícia deve ter partido de alguém invejoso e infeliz. Vou pedir nota de desagravo à Comunicação da Record.

Seguem abaixo cenas que vão ao ar hoje:

CENA 13. APTO DE SIMONE. int. DIA

MARISA E NEWTON ESTÃO EM VOLTA DA MESA. NEWTON ANOTA EM SEU CADERNO.

NEWTON             — O que mais pode ter no meu musical? O importante é o tema: as mutações na sociedade... a guerra que tá tomando conta de tudo... uma guerra inútil... em que morrem todos os dias policiais de um lado... mutantes de outro... E vítimas inocentes... Pra que essas mortes, essa violência, essa guerra? Em nome de quê? Esta guerra tem que parar!

MARISA               — A guerra sempre é estúpida... Odeio todo tipo de guerra. Guerra é uma coisa nojenta!

NEWTON             — É claro que no caso de uma invasão extraterrestre do nosso planeta... a gente tem que lutar...

MARISA               — É... se o nosso país for invadido... se a nossa própria casa for invadida... eu acho que a gente tem que se defender...

NEWTON             — Neste momento até um pacifista como eu... reconhece a necessidade da luta!

MARISA               — Você é tão inteligente, Newton!

A CAMPAINHA TOCA.

MARISA               — Deve ser a Simone! Ela disse que tava vindo pra cá.

NEWTON             — Ela não tem chave?

MARISA               — Tem ué!

NEWTON             — Cuidado! Pode ser um mutante do mal!

MARISA               — Deixa eu ver se é a Simone...

NEWTON             — É, Marisa, olha sim... olha que hoje em dia ninguém pode mais sair abrindo a porta sem ver quem é... do jeito que as coisas tão...

MARISA               — Tomara que não seja nenhum mutante nojento querendo arrombar a porta novamente! Cruz credo! Deus é Pai!

NEWTON             — Abre com cuidado!

MARISA OLHA PELO OLHO MÁGICO.

MARISA               — É a Simone sim!

MARISA ABRE A PORTA. OBS.: A CHAVE JÁ ESTÁ NA FECHADURA. ESTÃO SIMONE E BATISTA EM PÉ. ELES TÊM MALAS COM RODINHAS, QUE VÊM TRAZENDO.

MARISA               —Entra, minha amiga! Aliás, a casa é sua!

SIMONE               — Oi, Marisa, tudo bem? Não tava conseguindo abrir a porta...  

MARISA               — Ai querida, desculpe... É que a minha chave tava virada aqui por dentro...

SIMONE E BATISTA ENTRAM E MARISA FECHA A PORTA.

SIMONE               — Como vai, Newton?

NEWTON             — Tudo bem, dona Pequenina... um pouco preocupado com a sua situação...

MARISA               — Me conte, Simone, o que deu na cabeça da tua neta, pra te expulsar da mansão?

BATISTA              — Ô loco, meu! Ela foi impiedosa com a própria avó! É o fim da picada! A Maria que todos diziam ser um doce de menina... de repente azedou... parece que a bondade dela tinha prazo de validade, manja?

SIMONE               — Estou muito triste com minha neta... triste e decepcionada!

NEWTON             — Mas como é que pode uma coisa dessas?

MARISA               —Tô bege, menina!

CORTA PARA

 

VEJA MAIS UMA CENA QUE VAI AO AR HOJE (QUARTA) ABAIXO:


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 11h46
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CENA 14. MANSÃO. INt. DIA

CONT. DA CENA 19 DO CAP. ANTERIOR. SAMIRA E GÓR FELIZES. AGORA ESTÃO APENAS AS DUAS NA MANSÃO. ELAS EXPLORAM O CENÁRIO COM DESLUMBRAMENTO. GÓR                      — Você tem toda razão. Samira. Essa mansão combina muito mais com você do que com a sua irmã boazinha. Essas escadarias, essa suntuosidade, esse glamour, o bosque lá fora, a piscina... Tudo isso tem muito mais a ver com seus longos cabelos negros, do que com os cachinhos dourados da Maria, com aquele look de anjinho do bem...

SAMIRA               — (DÁ UMA RISADA) Como pode a minha irmã ser tão insossa, não é Gór? Você já viu uma garota mais sem graça do que a Maria Mayer?

GÓR                      — A Maria tem cara de pobre! Você não, Samira, tem ares de garota rica, mimada e poderosa. Tem de sobra uma coisa que falta na Maria: glamour!

SAMIRA               — Glamour? Adorei isso, Gór. Sempre gostei muito dessa palavra. Glamour! Você acha mesmo que eu tenho glamour?

GÓR                      — Acho sim. Você combina com a mansão, com o papel de herdeira da Progênese e com os milhões da fortuna que agora vai ser toda sua...

SAMIRA               — Quando vivia acorrentada no laboratório da Juli eu sonhava muito com tudo o que via na TV. Sonhava um dia morar numa casa grande, com jardim, piscina. Não houve um dia da minha vida que eu não tenha pensado nisso.

GÓR                      — Pois é, meu bem, cuidado com o que você sonha, pois seus sonhos podem se tornar realidade.

SAMIRA               — Desde que cheguei a São Paulo não tenho parado de pensar nas coisas que eu sonhava quando estava confinada naquela ilha. Tudo agora parece ter se tornado real.

GÓR                      — É assim que funciona o universo. Este é o segredo... Nossos pensamentos, nossas vontades atraem os caminhos que vamos percorrer...

SAMIRA               — Os caminhos das nossas vontades, dos nossos desejos mais profundos... os chamados caminhos do coração!

GÓR                      — Talvez você tenha pensado tanto nisso, no dia que ia poder viver em São Paulo, que você atraiu isso, até que seu sonho se realizasse.

SAMIRA               — Sim, mas não basta pensar e desejar... É preciso agir... Eu, por exemplo, tive que me aliar a Júlia, que virou Juli... uma pessoa que me tirou da minha mãe... me criou em cativeiro... me implantou um chip de obediência... e eu resolvi não me revoltar, obedecer, para poder vir pra cá...

GÓR                      — Entendo perfeitamente o seu sentimento, Samira...

SAMIRA               — Mas fico pensando... Como teria sido a minha vida se não fosse a Juli e suas experiências científicas? Qual teria sido o meu destino se não fossem os reptilianos? Teria tido uma vida tão diferente... Teria crescido nesta casa com meu pai e minha mãe! Mesmo tendo que conviver com a minha irmã chatinha, insuportável, sei que teria sido uma vida bem mais feliz. Foi horrível passar a infância e todo o começo da juventude, na Concentração, no laboratório da Júlia...

GÓR                      — Não foi fácil... 

SAMIRA               — Pensa só... Teria passado minha infância brincando com meus pais e minha irmã nos jardins lá fora... Teria estudado em ótimos colégios... Teria começado a namorar na minha adolescência... Seria uma outra vida.

GÓR                      — Você, Samira, pelo menos sabe quem são os seus pais. Pode olhar uma foto deles. Pode sonhar com o passado que poderia ter tido. Pois eu não tenho nada disso. Não tenho a menor idéia de quem são meus pais. Queria saber quem foram eles. Queria saber, pelo menos, quem é a minha mãe. Onde ela está? Será que está viva? O que aconteceu com ela?


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 11h41
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06/10/2008

NOVIDADES

Na semana passada, 14,5 pontos de média, com picos de 21, ou seja, excelente para o horário, mais de quarenta milhões de pessoas assistindo no Brasil, fora os outros países em que a novela já está passando. É muito bom ver sonhos realizados depois de anos de batalha. Diário cibernético:no sábado de noite, eu e Liginha demos uma passada rápida numa reuniãozinha no apê de Dado Dolabella e Luana Piovani, super queridos, num apê lindo no Alto Leblon. Acho que é a segunda vez que vamos a uma festinha, desde que o bebê nasceu. Ouvimos ali a música de Bedai, maravilhosa. Tenho certeza que um dia todo o Brasil vai conhecer também suas canções. Fiquei muito impressionado pela qualidade das letras e das canções e também pela voz de sua mulher. Tenho blogado pouco, vocês sabem o porquê, não é? Escrever novela não é mole. Em respeito aos fiéis freqüentadores do blog, mais algumas cenas:

CENA 15. MANSÃO. INt. DIA

TEÓFILO ESTÁ ATORMENTADO COM A PRESENÇA DE SAMIRA E GÓR. ÁGATA ESTÁ ENVERGONHADA PELO PAI. SIMONE, BATISTA E ÉRICA ESTÃO APREENSIVOS COM A SITUAÇÃO.

TEÓFILO              — Você não é quem diz que é. Ser do mal! Mutante a serviço dos reptilianos. Seu olhar não me engana. Olhos da perdição. Seduzem, mas são cheios de veneno. Fora daqui, víbora! As duas! Aliadas das trevas! Nada aqui te pertence! Cuidado com os mutantes alienígenas! Eles estão chegando!

SAMIRA               — Mas o que é isso? Esse homem é louco! Nunca ouvi tanta besteira junta.

GÓR                      — Ele não está em seu juízo perfeito. É evidente.

ÁGATA                 — Desculpa, por favor, Maria... Gór... O meu pai não está muito bem mesmo.

SIMONE               — O seu Teófilo passou por muitos traumas, coitado. Por favor, Maria, querida, não o leve a mal.

BATISTA              — Ele tá falando cada coisa maluca. Acha que todo mundo é reptiliano... imagina!

GÓR E SAMIRA TROCAM UM OLHAR, DISCRETAMENTE.

TEÓFILO              — (APONTA PARA SAMIRA E GÓR) Elas são inimigas! Vieram em nome da destruição! Reptilianas! Malditos sejam todos vocês! Onde estão as naves?

GÓR                      — Cala a boca, velho idiota!

SAMIRA               — Tirem esse homem daqui!

ÁGATA, ENVERGONHADA E TRISTE PELO PAI, VAI ATÉ TEÓFILO.

ÁGATA                 — (OLHOS CHEIOS D’ÁGUA) Pai, paizinho... pára com isso, pai. Por favor.

ÉRICA                  — Nós já estávamos de saída pra levar o seu Teófilo pro médico. Vamos, Ágata.

ÁGATA                 — Vamos sim. Com licença. E mais uma vez, sinto muito.

SAMIRA               — Tá, tudo bem. Vão logo de uma vez. E não voltem mais! Nunca mais!

ÁGATA, ÉRICA, SIMONE E BATISTA FICAM SURPRESOS.

SIMONE               — Maria, minha filha! Eles são seus hóspedes.

SAMIRA               — Eram. A partir de agora não são mais.

ÁGATA                 — Pode deixar, Simone. Eu tava querendo mesmo ficar em casa com o meu pai, lá no Guarujá. A gente não quer dar trabalho.

ÉRICA                  — Também não quero incomodar. Fica tranqüila, Maria. Nós vamos embora.

ÁGATA E ÉRICA SAEM COM TEÓFILO, QUE VAI EMBORA GRITANDO.

TEÓFILO              — Reptiliana! Traiçoeira! Impostora!

GÓR                      — Esse homem fala demais!

SAMIRA               — É um inútil!

SIMONE               — Não estou te reconhecendo, Maria... Nem parece a mesma pessoa... Você não devia ter feito isso.

BATISTA              — A coitada da Érica nem tem pra onde ir, manja?

SAMIRA               — Você não é o motorista da mansão?

BATISTA              — Sou eu mesmo.

SAMIRA               — Não gosto de funcionário metido em assuntos de patrão. Você está demitido!

BATISTA              — Como?

GÓR                      — Demitido. Não ouviu? É surdo?

SIMONE               — Maria! O que deu em você? O Batista trabalha nessa casa há anos... Isso não se faz!

SAMIRA               — Olha aqui, vovozinha querida, você também dá muito palpite, sabia? Não quero ninguém me dizendo o que eu tenho que fazer. Aproveita e arruma as suas malas também. Não quero mais você na minha casa!

NO CHOQUE DE SIMONE E BATISTA,

CORTA PARA

CENA 16. LABORATÓRIO. INT. DIA

MARCELO, MARIA, TATI, ARISTÓTELES, TONI, CLEO, DANILO, ZULU, HIROMI, CARVALHO, PERPÉTUA, ERNESTO, BIANCA, LEONOR, LUCIANO, MELQUIOR E NOÉ ESTÃO REUNIDOS, ARMADOS COM PISTOLAS. O PRÍNCIPE MELQUIOR É O ÚNICO QUE TEM ESPADA. LEONOR ESTÁ COM O MANTO DA INVISIBILIDADE.

MARCELO          — Vamos nos separar em dois grupos! Aristóteles, Toni, Danilo, Noé, Carvalho, Cleo, Hiromi, Zulu e Perpétua vão para o corredor combater os reptilianos que vem do subterrâneo. Maria, Tati, Leonor, Bianca, Ernesto, Melquior, Luciano e eu ficamos no laboratório pra lutar com as tropas que devem chegar pela superfície.

ALARME SOA MUITO FORTE.

MARIA                 — Eitalelê! São eles!

ERNESTO            — Todos procurem esconderijos... posições em que não possam ser atingidos pelos disparos reptilianos!

TODOS SE PREPARAM PARA A BATALHA.CAM. MOSTRA HERÓIS DA LIGA DO BEM, AGACHADOS, ESCONDIDOS, ONDE FICAR MELHOR NA LOCAÇÃO.

ARISTÓTELES    — Minha nossa! Alguma coisa não tá cheirando nada bem...

CLEO                    — São os reptilianos, tio! Eles fedem!

DANILO               — Eles são muitos! Ai, meu Deus!

ERNESTO            — E tem mais reptiliano chegando pelo subterrâneo...

MARCELO          — Tati! Não sai de perto de mim!

TATIANA             — (NERVOSA) Eu vou ficar bem, pai. Fica calmo.

CARVALHO        — Cuidado!!

TROPAS REPTILIANAS (FIGURANTES) INVADEM O LOCAL. SÃO VÁRIOS SOLDADOS REPTILIANOS, TODOS FORTEMENTE ARMADOS.REPTILIANOS, TODOS JUNTOS, ABREM FOGO CONTRA A LIGA DO BEM.

INSERIR EFEITO: TATIANA CRIA ESCUDO DE FORÇA QUE PROTEGE A LIGA DO BEM.

INSERIR EFEITO: AS BALAS NÃO CONSEGUEM PENETRAR O ESCUDO E CAEM NO CHÃO.

TATIANA             — Arghhhh! Eu não tô agüentando.

INSERIR EFEITO: ESCUDO DE FORÇA SOME. REPTILIANOS AVANÇAM E APONTAM ARMAS PARA ATIRAR NOVAMENTE.

MARCELO          — Liga do Bem! Agora!

LIGA DO BEM, EM FILEIRA, ATIRA CONTRA OS REPTILIANOS.SLOW. MOSTRAR CADA GRUPO ATIRANDO DE UM LADO. ALGUNS REPTILIANOS CAEM NO CHÃO.OUTROS SE DESVIAM.

CLEO                    — Vamos pro corredor, gente! Rápido!

CLEO, TONI, ARI, DANILO, NOÉ, CARVALHO, HIROMI, ZULU E PERPÉTUA CORREM EM DIREÇÃO AO CORREDOR.ALGUNS REPTILIANOS VÃO ATRÁS DELES.

INSERIR EFEITO: PERPÉTUA SE VIRA E LANÇA RAIOS DE CHOQUE EM CIMA DOS REPTILIANOS, QUE RECEBEM DESCARGA ELÉTRICA.

DANILO               —Mulher elétrica, você é tudooooo!!

CLEO, TONI, ARI, DANILO, NOÉ, CARVALHO, HIROMI, ZULU E PERPÉTUA ENTRAM NO CORREDOR. CORTA PARA


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 20h35
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