Blog de TIAGO SANTIAGO

26/07/2008

BELO SÁBADO

Nuvens como flocos - matizadas em branco, gelo e cinza - flutuam sobre o espaço infinito do azul do dia. O sol brilha entre as nuvens, ontem portentosas, hoje suaves. Depois de breve pancada de chuva sobre os céus da Barra, amanheceu tempo melhor. A metereologia - que antes só errava - vai se tornando quase ciência exata. Será assim um dia com as ciências sociais?

Eu, por exemplo, sei - como cientista social - que a legalização das drogas eliminaria o grande problema do tráfico ilegal, gerando impostos para saúde e educação, e não mais para a guerra, que mata muito mais que as drogas. Podiam investir por exemplo em testes baratos como o bafômetro para pegar drogaditos dirigindo. Podiam também pagar muito melhor a polícia, o que ajudaria a acabar com esta nefasta corrupção. A proibição interessa apenas à indústria bélica, que lucra em cima das mortes de policiais, soldados do tráfico e vítimas inocentes. Há muito preconceito e medo por parte das pessoas que ainda ignoram esta verdade: a guerra é mal maior que as drogas. Essas pessoas ainda não percebem que álcool e tabaco - drogas legalizadas, vendidas em qualquer esquina - matam mais que cocaína (também letal) e maconha (não-letal). Os viciados - como os alcóolatras - se destruirão, seja o tráfico ilegal ou não. Os saudáveis permanecerão sãos. A escolha é: proibir e ter guerra ou legalizar e controlar? Esta é a verdade, é a conclusão exata de uma equação social que remete à Lei Seca em Chicago e aos problemas de todas as grandes cidades da América Latina hoje. Chega de guerra, gente! Chega de comunidades dominadas por traficantes! Paz, pelo amor de Deus, paz nas nossas cidades! Seja tudo legal! Basta com ilegalidades! Melhor que isso só se este país deixasse de ser o paraíso da impunidade!

Na semana, médias de 16 - 15 - 17 - 16 - 16. Vamos torcer por um sábado de boa audiência, para consolidar média 16. Até agora, terminando o segundo mês de novela, média 17, maravilhosa, com picos de 27, chegando a marcar média 24, enfim, um espetáculo de sucesso na Record, alavancando jornal e programação noturna e mantendo a concorrência já por dois meses abaixo dos 40, no horário das 21h.

Seguem abaixo cenas que vão ao ar hoje:

CENA 21. RUA. EXT. DIA

PESSOAS CORREM EM PÂNICO. CARROS ENGARRAFADOS.

BATISTA  DE CARRO, NO MEIO DO ENGARRAFAMENTO. 

BATISTA       — As previsões pro trânsito nas grandes cidades são sinistras. Dizem que alguns lugares vão simplesmente parar, dar nó, até 2020. Ninguém mais vai poder andar. Putz, meu, acredita numa coisa dessas. E não é só em  São Paulo, não, hein? No Rio também... e em outras mega cidades no mundo também. É por isso que eu digo: tem que investir em transporte coletivo! Tá impossível! É broca, manja?

BATISTA SAI DO CARRO PRA VER O QUE ESTÁ ACONTECENDO LÁ NA FRENTE. ELE VÊ ARI QUE VEM CORRENDO PELA RUA, APAVORADO, NO MEIO DOS FIGURANTES.

BATISTA       — (CHAMA E ACENA) Seu Ari! Seu Ari!

ARISTÓTELES         — Batista! Graças a Deus!...

ARI CHEGA PERTO DE BATISTA CORRENDO.

BATISTA       — O que tá acontecendo, seu Ari? O senhor não devia correr assim, acabou de passar mal do coração e... (ESPANTO E PAVOR) Meu!...

INSERIR EFEITO: APARECE DINOSSAURO RUGINDO.

CORTA PARA

CENA DE ARQUIVO. ILHA. EXT. DIA

CENA 22. CANTO DENTRO DA CAVERNA. TENDA EXT . DIA

TONI E CLEO ESTÃO AMARRADOS, PRESOS POR FORMIGÃO E PELOS HOMENS-FORMIGAS. RAINHA FORMIGA CHEGA LINDA E MARAVILHOSA E SE DIRIGE A ELES.

RAINHA               — Humanos! Parece que uma horda de vocês resolveu invadir as profundezas da terra e desembarcar no meu reino.

FORMIGÃO         — Minha rainha, nobre senhora das profundezas, estou esperando apenas sua ordem para executá-los. Basta apenas uma ordem e logo eles serão transformados em ex-humanos.

CLEO TENTA SE DESVENCILHAR DAS AMARRAS E SE DIRIGE A RAINHA

CLEO                    — Clemência, senhora, clemência! Nós somos pessoas do bem. Perdoe-nos se invadimos seu reino. Não fizemos por mal. Estamos apenas perdidos. Não queremos criar problemas para a senhora e seus súditos.

RAINHA               — Alguém te autorizou a falar, humana insignificante? Por acaso eu te dei a palavra? Eu podia mandar cortar tua língua, sabia? Mas não vou fazer isso. E sabe por quê? Porque hoje eu estou em estado de graça, me sentindo realmente soberana.  

CLEO                    — (FALSA) Obrigada, soberana, pela sua clemência e compreensão.

RAINHA               — Cala a boca, humana. Por que será que as mulheres da superfície são tão falantes e cheias de si? (ENCARA TONI) Prefiro os homens. Eles são calados e discretos. Não é meu rapaz?

TONI                     — Posso falar, soberana?

A RAINHA ABRE UM SORRISO SENSUAL E ACARICIA O ROSTO DE TONI.

RAINHA               — Você já está falando e sua voz máscula me soa como uma suave e maviosa melodia, meu rapaz.

CLEO E TONI SE OLHAM SURPRESOS.

TONI                     — Pois é, excelência. Nós queremos voltar à superfície... Voltar para nossa casa... Estamos perdidos, mas com a sua ajuda podemos voltar para a terra...  Para o nosso reino.

RAINHA               — Você nunca mais vai voltar para o seu reino. O seu reino agora é esse. O seu reino é o meu reino. Quero expandir o meu território para além do subterrâneo e preciso gerar novos homens-formiga. Preciso procriar, entende? E para procriar vou precisar de um ser humano macho.

CLEO E TONI SE OLHAM ASSUSTADOS

RAINHA               — Que cara é essa? Imagino que você entendeu o que eu quis dizer. Se não entendeu, serei clara. Quero que você, humano formoso, seja o rei dos homens-formigas.

REAÇÃO DE TONI E CLEO

CORTA PARA

CENA 23. CELA DE BETO. INT. DIA

OBS. MESMA CELA QUE JÁ FOI USADA POR TAVEIRA.

TEMPINHO EM BETO, AINDA DESACORDADO. ELE ACORDA LENTAMENTE E OLHA EM VOLTA, UM POUCO SONOLENTO, ATÉ SE DAR CONTA QUE ESTÁ PRESO. BETO FICA PREOCUPADO.

BETO                    — Droga! Não acredito! Tô preso! O que será que fizeram com a Perpétua? (REPARA QUE ESTÁ SEM ARMAS) Levaram minhas armas... a pistola de dardos... E agora?

BETO SE LEVANTA E ANDA NA CELA, ENCAFIFADO. OUVIMOS O SEU PENSAMENTO EM OFF.

BETO                    — (OFF) O que será que aconteceu?  Não lembro direito... Acho que vi a Maria... depois eu apaguei... Não, não pode ser. Deve ter sido coisa da minha cabeça... tô ficando louco! A Maria nunca teria atirado em mim...

NESSE MOMENTO, SLOW NA CHEGADA DA SAMIRA, QUE APARECE DIANTE DELE, DO OUTRO LADO DA CELA. SLOW EM BETO OLHANDO PARA SAMIRA. BETO FICA ESPANTADO.

BETO                    — Maria?!... É você?

PORTA SE ABRE. SAMIRA ENTRA CORRENDO E ABRAÇA BETO, FELIZ. BETO NÃO FAZ FESTA, ESTÁ DESCONFIADO.

SAMIRA               — Claro que sou eu, Beto! Que saudades! Você tá bem? (SAI DO ABRAÇO, DESAPONTADA) Que foi? Parece que não tá feliz em ver.

BETO                    — Se você é mesmo a Maria, por que atirou em mim?

CORTA PARA

 

  

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 11h50
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25/07/2008

SEXTA DA VIRADA

O tempo está virando. O sudoeste está entrando com força, trazendo massas de nuvens de chumbo, verdadeiras montanhas celestiais, plenas de água e energia. Já há relâmpagos e trovões. O inverno faz se anunciar com divina majestade. Vem o frio, as férias vão terminar e a audiência vai subir. Darei assim força para aqueles que acham que sou obcecado por este assunto. Na semana: 16 - 15 - 17 - 16. Ontem pico de 20 de novo. E agora é que vai começar com força a história dos ETs, da guerra dos mundos! Vamos bombar com força! Daqui a pouco veremos no ar o tão esperado reencontro de Marcelo e Maria! Daremos picos! Estou certo! Bebê lindão segue sorridente pela vidinha amada. Paz e bem para todos. Segue abaixo cena que deve ir ao ar em breve:

CENA 15. RUA.EXT. NOITE

PACHOLA, VAVÁ E CRIS VÊM CAMINHANDO PELA RUA.

PACHOLA           — Mó cidade do Brasil, mó cidade do sul do Planeta Terra! São Paulo, eu te amo! Se o Rio é a cidade maravilhosa, São Paulo é a cidade super maravilhosa! É a alma, o coração, o centro do poder humano, no lado sul do Equador! Meu, São Paulo é puro poder! É uma cidade tão chique que tem o Rio de balneário, ali pertinho. Cris, você vai amar São Paulo. Com seus poderes aqui, vamos poder ter tudo o que quisermos, grana, mulheres, uma big mansão maravilhosa, você vai ver, vai ter uma vida de rei, de sultão, de marajá, de sei lá, de supermilionário, entendeu? Tudo isso é possível aqui em São Paulo. Até hoje eu nunca tive mais do que um barraquinho em Paraisópolis e um carrinho de cachorro quente e minha banquinha de camelô, mas com seus poderes, Cris, esta cidade vai ser nossa!

VAVÁ                   — Demais!  Cris, já que você tá ainda mais poderoso do que antes, troca as roupas da gente!

PACHOLA           — É! Grande idéia! Manda umas roupas bonitas pra gente!

CRIS                     — Já que vamos ser caçadores de vampiros, vamos arrumar roupas de acordo, né?

INSERIR EFEITO: CRIS, VAVÁ E PACHOLA APARECEM COM NOVAS ROUPAS, TIPOS CAÇADORES DE VAMPIROS, ROUPAS COM ESTILO, FICAM COM CARA DE RICOS, NOVA NOVELA, NOVO VISUAL, VAMOS COMEÇAR A REPAGINAR TODO MUNDO.

PACHOLA           — Mandou bem, garotão. Gostei de ver o estilo.

VAVÁ                   — Agora faz aparecer um carro, Cris!

INSERIR EFEITO: CARRÃO SE MATERIALIZA ALI.

PACHOLA           — Uau. Faz aparecer um dindim na minha mão.

PACHOLA ESTICA A MÃO.

INSERIR EFEITO: PILHA DE DINHEIRO APARECE NA MÃO DE PACHOLA.

VAVÁ                   — Uau! Tamos ricos, pai!

PACHOLA           — Tiramo a sorte grande, filhão! Encontramos um mutante gênio da lâmpada, capaz de atender nossos pedidos!

CRIS                     — A Marli me contava estas histórias do gênio da lâmpada... Eu achava muito divertida.

VAVÁ                   — E agora? A gente vai pra Paraisópolis?

PACHOLA           — Esquece o barraco em Paraisópolis, Vavá! Vambora pro hotel bonzão, as melhores suítes, agora!

VAVÁ                   — Vamos!

CORTA PARA

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 18h33
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24/07/2008

QUINTA NUBLADA

Em tempos de aquecimento global, não me lembro de julho tão quente. Vou trocar meu carro por um flex e parar de usar gasolina. Por outro lado, temo pelas florestas virgens. Enfim, pretendo fazer minha parte pela conservação do planeta.

Redescubro o prazer e a sonoridade das palavras, escandindo as sílabas para meu filho, que daqui a pouco já vai fazer sete meses de muita saúde, alegria e amor. Com ele, reaprendo a descobrir as maravilhas do mundo. Até parede é interessante.

A audiência vai muito bem, muito obrigado. Ontem, a prévia foi de 17 com pico de 21. Daqui a pouco vou saber como vai consolidar. Nesta semana de final de férias e baixo número de ligados, estamos por enquanto com média 16, a mesma da semana passada. No total, até agora, com quase dois meses de exibição, média 17, recorde absoluto da Record, no horário das 21h. Tenho certeza que "Os Mutantes Caminhos do Coração" continuará a ter bela trajetória, porque é novela feita com amor e alegria.

Segue abaixo cena que vai ao ar hoje:

CENA DE ARQUIVO. ILHA. EXT. NOITE

CENA 13.  DENTRO DA CAVERNA. EXT. NOITE

MARIA E NOÉ CORREM, FUGINDO. TEMPINHO DE CORRIDA.

INSERIR TAKE DOS ROSTOS DE MARIA E NOÉ, OFEGANTES

INSERIR TAKE DOS PÉS DE MARIA

INSERIR TAKE DOS PÉS DE NOÉ

MARIA                 — (OLHANDO PRA TRÁS) Acho que já dá pra parar, Noé. Não tem ninguém atrás de nós.

NOÉ                      — Também acho. Nem sinal dos homens-formigas.

MARIA PÁRA DE CORRER, EXAUSTA, ALIVIADA. NOÉ TAMBÉM OLHA PRA TRÁS E PÁRA, EM SEGUIDA.

MARIA                 — Graças a Deus! Não agüentava mais correr.

NOÉ                      — Nem eu. Tô exausto!

MARIA                 — (BRINCA) Pelo jeito a rainha formiga desistiu de você, Noé...

NOÉ                      — (ENCARA, APAIXONADO) É que ela sabe que o meu coração é de outra.

MARIA FICA SEM GRAÇA, DISFARÇA, MUDA DE ASSUNTO.

MARIA                 — Você percebeu que nós estamos descendo cada vez mais pro subterrâneo?

NOÉ                      — É como se fosse um caminho, que fosse se aprofundando sempre... na direção do centro da Terra...

MARIA                 — E estamos totalmente perdidos, nas profundezas da Terra! Onde nós vamos parar, meu Deus?

MARIA OLHA EM VOLTA E AGORA VÊ MAIS ADIANTE ALGO QUE A DEIXA ASSOMBRADA.

MARIA                 — Dá uma olhada ali... O que é aquilo?

NOÉ OLHA NA DIREÇÃO INDICADA POR MARIA E TAMBÉM SE ASSUSTA.

NOÉ                      — Que coisa mais esquisita!

MARIA COMEÇA A CAMINHAR, INTRIGADA, COM UM CERTO MEDO, NA DIREÇÃO DE ALGO QUE AINDA NÃO VEMOS. ELA OLHA PARA O CHÃO, ENQUANTO CAMINHA, IMPRESSIONADA.

MARIA                 — Eitalelê! Que lugar é esse, Noé?

NOÉ                      — (VAI ATRÁS DELA) Cuidado, Maria, por favor... Isso tá com cara de armadilha.

INSERIR TAKES DOS PÉS DE MARIA E NOÉ, CAMINHANDO POR ENTRE VÁRIOS ESQUELETOS AO LADO DE LANÇAS NO CHÃO.

MARIA                 — Todos esses esqueletos, Deus do céu... Será que foram pessoas mortas por essas lanças?

NOÉ                      — É o que parece. Agora quem atacou toda essa gente, não dá pra saber... Aliás, melhor nem descobrir.

MARIA                 — (PÁRA DIANTE DE ALGO) E essa estátua? É impressionante!

SÓ AGORA CAM. REVELA QUE OS ESQUELETOS E LANÇAS NO CHÃO TERMINAM AO PÉ DE UMA ESTÁTUA. O CORPO DA ESTÁTUA É DE UM HOMEM E O ROSTO LEMBRA UM ET, MAS COM ALGUMAS PEQUENAS VARIAÇÕES DA IDÉIA TRADICIONAL QUE TEMOS DE ALIENÍGENAS. A IDÉIA É CRIAR UMA ESTÁTUA MISTERIOSA.

MARIA E NOÉ SE APROXIMAM, ESPANTADOS.

NOÉ                      — Nunca vi nada igual... tem um corpo de humano e o rosto de um... (INTERROMPE, OLHA PARA MARIA, ASSUSTADO) O rosto de um alienígena...

MARIA                 — Será? E olha como é perfeita. Quem esculpiu isso, meu Deus, aqui debaixo da terra?

NOÉ                      — Não devem ter sido mãos humanas...

INSERIR EFEITO: ESTÁTUA BRILHA COM LUZ DIFERENTE. MUDA DE COR.

NOÉ                      — E olha como brilha... Não dá pra entender o que está provocando essa luminosidade...

MARIA                 — É tão bonita... mas o rosto é de dar medo...

CAM. DETALHA: ROSTO ASSUSTADOR DA ESTÁTUA..

MARIA                 — Engraçado que é uma estátua, mas parece que tá viva... como se estivesse nos observando...

NOÉ                      — Que mistério é esse?...

NOÉ TOCA NA ESTÁTUA.

INSERIR EFEITO: ESTÁTUA SE MOVE SOZINHA, COMO SE O TOQUE DE NOÉ TIVESSE ATIVADO ALGUM MECANISMO. ESTÁTUA RODA EM TORNO DO PRÓPRIO EIXO.

MARIA E NOÉ SE OLHAM, ESPANTADOS.

MARIA                 — Tá se mexendo!

NOÉ                      — Ah, meu Deus! Não sei se isso é boa coisa!

DE REPENTE, ELES SÃO SURPREENDIDOS POR...

INSERIR EFEITO: CHUVA DE LANÇAS SOBRE ELES.

MARIA                 — Cuidado, Noé!

INSERIR EFEITO: MARIA SE LANÇA SOBRE NOÉ E VOA COM ELE PARA LONGE.

ELES CAEM ABRAÇADOS. OS DOIS MUITO ASSUSTADOS, OLHANDO PARA AS LANÇAS QUE CAEM NO CHÃO. POR POUCO NÃO FORAM ATINGIDOS.

NO SUSTO DOS DOIS,

CORTA PARA

 

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 11h29
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22/07/2008

TERÇA MARAVILHOSA

Estou escrevendo durante o comercial da novela. Acabei o cap de hoje pouco antes de começar a novela. Sinto que o interesse aumentou depois que começou a divulgação da entrada dos ETs na novela. Todos vão saber agora que os mutantes foram criados como parte de plano para enfraquecer a humanidade e dominar a Terra, mas é claro que algumas coisas saíram diferente do planejado, e certos mutantes lutarão a favor da humanidade e não contra ela. Ontem a prévia foi 16 com pico de 19 e consolidou 15 com pico de 17. Não consigo entender porque não respeitam as prévias, e porque o relatório consolidado do IBOPE quase sempre aumenta a favor da Globo. Nem sempre, no entanto: na sexta passada, a prévia foi de 15 e o consolidado veio 16. Mas na maioria das vezes, favorecem a Globo mesmo. Fechamos junho com média 18. Julho está com média acima de 16. Para os que apostam em queda, pensem que estamos em férias, Marcelo acabou de recuperar a memória, Fafá já está gravando de novo, e as naves e os ETs já aparecem daqui a pouco na novela. Seguem abaixo cenas que vão ao ar amanhã:

CENA 17. TUBULAÇÃO. ESGOTOS. OUTRO LOCAL. INT. NOITE

TONI E CLEO TENTAM SE LIVRAR DAS ARANHAS, MAS NÃO CONSEGUEM. HOMEM TARÂNTULA SE DIVERTE VENDO O DESESPERO DOS DOIS.

INSERIR EFEITO: MUITAS ARANHAS SE ALASTRANDO PELO CORPO DE TONI E DE CLEO.

CLEO                    — Ai, socorro! Que sensação horrível! Nunca senti tanto medo na minha vida!

TONI                     — Elas estão por toda a parte... Vou tirar a roupa!

CLEO                    — Não, Toni! São muitas! Não faz isso! Elas vão te morder... A roupa pelo menos protege um pouco.

TONI                     — Arghhhhh! Que horror! Elas estão entrando dentro da minha blusa... tão subindo pelas pernas... Acho que nós vamos ser devorados vivos!

TARÂNTURA      — Isso é pra vocês aprenderem a nunca mais desafiar o meu poder!

CLEO                    — Por favor, não foi essa a nossa intenção! Peça pra essas aranhas irem embora!

TONI                     — Tenha piedade! Nós vamos acabar morrendo desse jeito!

TARÂNTULA      — Mas é exatamente esse o meu objetivo. Quero que vocês morram!

CLEO                    — Vamos sair daqui, Toni! Rápido! A gente tem que fugir!

TARÂNTULA      — Podem correr! Isso! Fujam! Vocês não vão conseguir se livrar das minhas amigas! (DÁ GARGALHADA, MALIGNO)

TONI                     — Dessa vez, acho que não tem jeito, Cleo. A gente tá ferrado. Não vamos conseguir!

CLEO                    — Vamos conseguir sim... com o meu poder de sobrevivência. Confia em mim! Vem! Me segue!

NOS DOIS AINDA TOMADOS POR ARANHAS PELO CORPO. CORRENDO DESESPERADOS,

CORTA PARA

CENA 18. corredor. celas. int. NOITE

CAM. ABRE EM BETO E PERPÉTUA, DESMAIADOS, POR ALI, E VAI ATÉ SAMIRA, QUE FALA PARA CÂMERA, NA PAREDE, DECIDIDA. ELA CONVERSA COM JULI, QUE ESTÁ NA CELA.

SAMIRA               — Vamos, Juli! Responda! Eu exijo uma resposta! Quem é Maria?

JULI                      — (OFF) Você não está em condições de exigir nada, meu bem... Já disse que você vai saber... na hora certa...

SAMIRA               — Não! Eu quero saber agora! Por que eles acharam que eu era essa tal de Maria? Ela deve ser muito parecida comigo! Quem é ela? Me fala! (SENTE DOR) Aiiiiiii!! Minha cabeça!

SAMIRA SENTE FORTE DOR NA CABEÇA E SE CONTORCE.

JULI                      — (OFF) Quando é que você vai aprender a me obedecer, Samira?

OBS. CENA CONTINUA ABAIXO

INTERCALAR DIÁLOGOS COM

CENA 19. CELA DE MARIANA. INT. NOITE

JULI OBSERVA SAMIRA SE CONTORCENDO DE DOR PELO MONITOR.

JULI                      — Prometo que vou te falar tudo, querida, mas tenha um pouco mais de paciência, por favor.

SAMIRA               — Tudo bem, Juli. Vou aceitar, porque não quero mais sentir dor. (A DOR PASSA, SAMIRA FICA BEM).

JULI                      — Por isso que eu gosto de você, Samira. É inteligente. Sabe quando parar.

SAMIRA VAI ATÉ BETO, EXCITADA.

SAMIRA               — Pelo menos vou poder me divertir com esse homem delicioso...

JULI                      — Nada disso. Ainda não.

SAMIRA               — (PROTESTA INSTINTAMENTE) Mas quem você pensa que é? Sempre fiz tudo o que eu quis! (SENTE DOR NOVAMENTE) Arghhhhh! Que droga!

JULI                      — Dói, não é mesmo? Eu imagino o quanto. Deve ser uma dor terrível.

SAMIRA OLHA COM RAIVA PARA JULI. ELA RESPIRA FUNDO E PROCURA SE ACALMAR ATÉ QUE PÁRA DE SENTIR DOR E SORRI.

SAMIRA               — Está certo, Juli! Depois eu me divirto com ele. Quando você achar melhor.

JULI                      — Não vai demorar muito, pode ficar tranqüila. Agora eu quero que você prenda esse rapaz, o Beto, e a Perpétua, a mulher elétrica, em celas separadas.

SAMIRA               — Okay. Como você quiser. Vou começar pelo macho.

SAMIRA SE AGACHA PERTO DE BETO. PASSA A MÃO EM SEU ROSTO, EM SEU PEITO, SENTE SEU CHEIRO.

SAMIRA               — Ah... como é belo. É a primeira vez que eu chego tão perto de um homem... Ele tão forte, corajoso... é um guerreiro.... como sempre sonhei!... Você vai ser meu, Beto!

CORTA PARA

CENA 20. CELA DOS BEBÊS. INT. NOITE

MARIANA TENTA ACALMAR BIANCA E LEONOR, QUE CHORAM ARRASADAS.

BIANCA               — Mas o que nós podemos fazer, meu Deus? A doutora Júlia é muito poderosa... Mais até do que eu pensava...

MARIANA           — E toda esta tecnologia enorme, provavelmente extraterrestre.. capaz de criar seres mutantes, organismos geneticamente modificados... capaz até de fazer a Júlia se transformar numa outra pessoa, na Juli... Toda esta tecnologia tá nas mãos de uma pessoa que não tem limites, que não tem escrúpulos, capaz de me deixar presa neste subterrâneo por mais de trinta anos, capaz de mandar matar e seqüestrar pessoas!

LEONOR              — E ela criou mutantes vampiros, mutantes lobisomens, criaturas monstruosas, que estão se espalhando pelo planeta!

MARIANA           — Esses mutantes violentos que ela criou... Isto só pode significar uma coisa...

BIANCA               — O quê?

MARIANA           — É um plano de extermínio da espécie humana!...

BIANCA               — Será? Será possível? Não... Será que a gente não tá só imaginando coisas aqui? Eu acho toda essa história de ets, extraterrestres, seres intraterrestres, que moram dentro da Terra, discos voadores, acho tudo isso tão louco, tão improvável...

MARIANA           — Tão improvável quanto mutantes... seres transgênicos... organismos geneticamente modificados... não é? E mutantes existem!

LEONOR              — Eu acredito! Faz sentido! Total! A doutora Júlia criou esses mutantes violentos... pra começar uma guerra contra a humanidade... A idéia pode ser enfraquecer os humanos pra que outra espécie alienígena, extraterrestre, possa futuramente dominar nosso planeta!

BIANCA               — E por que a doutora Júlia ia ficar do lado dos etês?!

LEONOR              — Ela pode ter se vendido pros etês... ou pode ter sido usada por eles...

MARIANA           — Ela sempre teve a mania de querer ser uma grande cientista, que ia mudar a história da humanidade... Ela pode ter se deslumbrado com a ciência dos alienígenas sem saber qual era o plano deles...

LEONOR              — Ou então...

BIANCA               — Ou então o quê?

LEONOR              — A doutora Júlia pode ser uma extraterrestre disfarçada!

SONORIZAÇÃO: SUBLINHA. NA TROCA DE OLHARES,

CORTA PARA

 

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 21h29
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21/07/2008

SEGUNDA RESPLANDECENTE

Queridas e queridos, excelente semana para todos:

 

Vou transformar meu blog em poesia

e arriscar-me  em loucos versos,

sempre em busca de amor e alegria,

criação e sentido do mágico universo.

Seguem abaixo cenas que devem ir ao ar hoje (ou no começo do cap de amanhã):

CENA 24. CORREDOR. CELAS. INT. NOITE

CONT. DA CENA 17 DO CAP. ANTERIOR. PERPÉTUA E BETO FORÇAM A PORTA, OLHAM EM VOLTA, SEM VER UMA SAÍDA. ESTÃO PREOCUPADOS.

PERPÉTUA          — Nós estamos presos numa armadilha, Beto. E agora?

BETO                    — Em algum momento, uma dessas portas vai se abrir, não é possível. Este lugar não vai ficar fechado pra sempre.

PERPÉTUA          — Será que não? Será que ela não vai querer matar a gente de fome e de sede aqui?

BETO                    — Que pensamento cruel!

PERPÉTUA          — Esta doutora Júlia é uma sociopata! Ela me atacou! Tenho muita raiva dela. Ela seqüestrou a minha amiga Bianca e a criança que ela tava esperando. E depois fez o mesmo comigo e me trouxe pra essa ilha. Minha sorte foi conseguir fugir do laboratório, mas não encontrei até hoje alguém pra me levar de volta pro continente!

BETO                    — Eu vou te levar de volta pro continente, Pê, prometo!

PERPÉTUA          — Meu, cê não pode me prometer nada. Cê tá tão preso quanto eu... a gente pode passar o resto das nossas vidas nesta prisão, já pensou?

BETO                    — Não, Pê, isso não vai acontecer.

PERPÉTUA          — Nelson Mandela ficou vinte e oito anos na cadeia, na África do Sul, e era um cara super do bem, que batalhou muito pelos direitos da maioria da população da África do Sul e pelo fim da política do apartheid, que propunha segregação racial, com várias proibições e menos direitos pros negros. Ai, nunca devia ter voltado aqui! Já pensou passar a vida na cadeia?

BETO                    — Perpétua, você não precisa ter o mesmo destino do Nelson Mandela, e vamos combinar que ele foi vitorioso no final, foi eleito presidente na África do Sul, acabou com o apartheid lá e tudo.

PERPÉTUA          — Cê tá querendo me animar, Beto.

BETO                    — Não adianta ser pessimista. A ansiedade e a revolta jogam sempre contra... Os melhores resultados sempre são conseguidos com o máximo de otimismo e dedicação.

PERPÉTUA          — Confesso que eu tô quebrada, não sei de onde você tira esta sua esperança. (T) Não, não acredito que voltei pra esta prisão, e agora não tô conseguindo sair!

DE REPENTE, UMA PORTA SE ABRE.

PERPÉTUA          — Mas o que é isso?

BETO                    — Não te falei? Quando menos se espera, quando parece não haver mais saída, uma porta se abre!

CAM. MOSTRA SAMIRA, CONTRA LUZ, APENAS EM SILHUETA.

QUANDO ELA DÁ UM PASSO À FRENTE, VEMOS SEU ROSTO.

SURPRESA DE BETO E PERPÉTUA.

OS DOIS               — Maria!

SAMIRA               — (SORRI) Beto! Perpétua!

BETO E PERPÉTUA CORREM PRA SAMIRA.

SAMIRA ATIRA DARDOS CONTRA PERPÉTUA E BETO.

CAM. DETALHA: DARDOS BEM NA TESTA DE PERPÉTUA E BETO.

BETO E PERPÉTUA DESMAIAM.

SAMIRA FALA PRA CÂMERA, NA PAREDE.

SAMIRA               — É impressionante, Juli. Eles fizeram exatamente o que você disse. Acharam que eu era a Maria. Agora eu quero saber... quem é Maria?!

SONORIZAÇÃO: SUBLINHA.

CORTA PARA

CENA DE ARQUIVO. LITORAL DE SÃO PAULO. ext. NOITE

CENA 25. CLÍNICA. QUARTO. INt. NOITE

MARCELO ESTÁ SOZINHO, COM UM CURATIVO NA CABEÇA, DORMINDO.

TEMPINHO. ELE COMEÇA A SE MEXER. VIRA A CABEÇA DE UM LADO PARA O OUTRO.

NESSE MOMENTO, GABRIELA ENTRA E VÊ QUE ELE ESTÁ SE MEXENDO.

GABRIELA          — Marcelo...

GABRIELA SE APROXIMA DE MARCELO, FELIZ. ELE DESPERTA.

MARCELO          — Doutora Gabriela...

GABRIELA          — Que bom que você acordou! Estava ansiosa! Como você está se sentindo?

MARCELO          — Tô ótimo. Um pouco sonolento ainda...

GABRIELA          — Isso é normal. Você ficou dormindo por horas até o efeito da anestesia passar... (SORRI) A cirurgia foi um sucesso, Marcelo. Tirei o nódulo que estava na sua cabeça... Na verdade, era uma espécie de chip.

MARCELO          — Um chip?

GABRIELA TIRA O CHIP DO BOLSO E O ENTREGA A MARCELO.

GABRIELA          — Exatamente. Nunca vi nada igual. É feito de tecido orgânico e possui uma tecnologia que não existe em nossa civilização... cheguei a pensar que pode ser uma tecnologia alienígena...

MARCELO          — Alienígena? Por que você imaginou uma coisa dessas?

GABRIELA          — Leio muito sobre ufologia... acredito que outros planetas são bem mais avançados do que nós... mas depois a gente fala mais disso. Vamos, me diga. Estou curiosa. Você lembrou quem é? Recuperou sua memória?

MARCELO          — (MUITO EMOCIONADO) Lembrei! Eu tô lembrando de tudo agora! Minha memória voltou, doutora Gabriela! Lembrei de tudo. Lembrei quem sou eu. Meu nome é Marcelo Montenegro!

NA EMOÇÃO DE GABRIELA E MARCELO,

CORTA PARA

 

 

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 10h38
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