Blog de TIAGO SANTIAGO

05/07/2008

SÁBADO

Vou blogar rápido porque preciso descansar pra depois continuar a trabalhar. Hoje os homens-formigas vão entrar em ação. Está sendo muito divertido escrever esta novela cheia de ação e aventura. Vou colocar na novela respostas a solicitações feitas tanto aqui como no orkut, p.ex: volta de Ana Luz e Pepe; referência ao que aconteceu com Keila e seu filho; e o destino da mala cheia de dinheiro. Mais à frente, noutro dia, na véspera de ir ao ar, vou colocar o desenvolvimento da cena que publiquei aqui em formato de escaleta, só preciso lembrar exatamente qual era. Acho que era a cena em que Gabriela ia começar a operar Marcelo, mas quero ter certeza, se alguém se lembrar ou puder pesquisar neste blog, por favor... Segue abaixo cena que vai ao ar hoje:

CENA DE ARQUIVO. ILHA. EXT. DIA

CENA 7. TUBULAÇÃO. ESGOTOS. INT. dia

TONI PEGA A LANTERNA E ILUMINA FORMIGA GIGANTE.

INSERIR EFEITO: PEQUENAS FORMIGAS, MUITAS, MUITAS, VÊM NA DIREÇÃO DELES.

TONI                     — (GRITA) Formigas!

CLEO                    — Elas estão atacando!

MARIA                 — Vamos sair rápido daqui!

CLEO                    — Ai, elas tão me picando!

CLEO CORRE, APAVORADA. TONI VAI ATRÁS DELA.

BETO                    — (APONTA CAMINHO) Cuidado, Maria, cuidado com os insetos!

INSERIR EFEITO: REVOADA DE INSETOS VOADORES, AVANÇANDO CONTRA MARIA, NOÉ, BETO E PERPÉTUA.

MARIA CORRE PARA OUTRO LOCAL (DIFERENTE DE TONI  E CLEO).

NOÉ VAI ATRÁS DELA.

PERPÉTUA ESTÁ EM CHOQUE, PARALISADA.

BETO                    — Cuidado, Perpétua! Vem!

INSERIR EFEITO: MAIS EFEITO DE REVOADA DE INSETOS, AVANÇANDO.

INSERIR EFEITO: PERPÉTUA LANÇA CHOQUE E ACABA COM INSETOS.

BETO                    — Tão sumindo!

PERPÉTUA          — Foram!

PERPÉTUA E BETO OLHAM EM VOLTA.

PERPÉTUA          — E os outros?

BETO                    — Correram?

PERPÉTUA          — Pra onde?

BETO                    — Não vi. Tava preocupado com a formiga gigante!

PERPÉTUA          — Eu também!

BETO                    — (GRITA) Maria! Maria!!

PERPÉTUA          — Noé! Toni! Cleo!

ELES PÁRAM PRA OUVIR RESPOSTA. DE REPENTE, OUVEM BARULHO DE PESSOAS CORRENDO:

PERPÉTUA          — Beto! Socorro!

BETO                    — Tá vindo alguma coisa dali!

PERPÉTUA          — (ASSUSTADA) Meu, que coisa mais sinistra! O que será que é isso? Ilumine com a lanterna, Beto!

BETO ILUMINA COM A LANTERNA.

BETO                    — (ESTUPEFATO) É o fim! São homens-formigas!

CAM. REVELA: VÁRIOS HOMENS-FORMIGAS (FIGURANTES) VINDO NA DIREÇÃO DELES: VEMOS O CONTRA-LUZ, TIPOS INDÍGENAS, CORPOS SARADOS, PINTADOS DE TINTA BEM ESCURA, COM ANTENAS, LENTES VERMELHAS, BARULHO ESTRANHO DE FORMIGAS E LONGAS FACAS NA MÃO.

PERPÉTUA          — (GRITA) São muitos!

BETO                    — Vou abrir fogo, só pra assustar, pra ver se eles vão embora!

BETO ABRE FOGO COM SUA ARMA, MIRANDO PRO LADO, PARA ASSUSTAR.

PERPÉTUA GRITA, HORRORIZADA.

CORTA PARA

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 16h45
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04/07/2008

SEXTA

Bom dia. Ontem, Hiran Silveira (diretor do Núcleo de Teledramaturgia), Lauro César Muniz e eu jantamos juntos no Antiquarius Grill, no Rio, em clima de muita harmonia. Na ocasião, comemoramos o sucesso do Núcleo de Teledramaturgia, celebramos a entrada em produção de "Vendetta" (nova novela do Lauro, com estréia no primeiro semestre de 2009) e conversamos sobre nossas novelas. Foi ótimo. Gosto muito do Lauro César Muniz, grande e maravilhoso autor, cresci vendo suas novelas. Tenho a honra de ter me tornado seu amigo e colega. Somos ambos sócios-fundadores da AR - Associação dos Roteiristas. Estou feliz porque ele vai fazer mais uma novela na Record e acredito que será um sucesso. Na semana, continuamos com média 18. Seguem abaixo cenas que vão ao ar hoje:

 

CENA 7.  casa abandonada. INT. DIA

CLIPE. ÍSIS E VLADO ESTÃO SE BEIJANDO.

VLADO                — Não canso de beijar você.

ÍSIS                       — Com você descobri novo prazer.

VLADO                — Minha linda e doce namorada. A melhor coisa que me aconteceu foi te encontrar...

ÍSIS                       — Você me fez mulher, Vlado.

VLADO                — Meu desejo por você é eterno...

ÍSIS                       — Desejo de vampiro... incansável...

VLADO                — Mas agora vamos... tá na hora de partir.

ÍSIS                       — Nem acredito que você conseguiu um barco!

VLADO                — Finalmente, vamos embora desta ilha de criaturas absurdas...

ÍSIS                       — Vamos sair dessa fábrica de quimeras e de monstros antes que seja tarde!

VLADO                — Nova vida nos espera no continente, meu amor!

ÍSIS                       — Uma nova vida como um casal normal, que trabalha, que se ama, que se diverte, tem filhos...

VLADO                — Um casal normal, apesar de sermos vampiros... Será que a gente vai conseguir, Ísis?

ÍSIS                       — Tenho esperança que sim. É o que eu mais quero!

VLADO                — Então, adeus, casa abandonada! Adeus, ilha maldita! Adeus pra nunca mais voltar!

ÍSIS                       — Esse lugar só me deu tristes lembranças... Quero me esquecer que um dia sofri nesta ilha!

VLADO                — Vamos, amada Ísis! Um futuro novo nos espera!

CORTA PARA

CENA DE ARQUIVO. ILHA. EXT. DIA

CENA 8. LABORATÓRIO. INt. DIA

CONT. DA CENA 20 DO CAP. ANTERIOR. JULI SE DIVERTE, SÁDICA.

JULI                      — Esta tal de Liga do Bem – como eles gostam de se chamar – vai ter uma grande surpresa! Que ousadia virem até aqui!

SAMIRA               — Você vai acabar com todos?!

JULI                      — Eles não vão conseguir chegar ao laboratório. Vão morrer antes.

SAMIRA               — Você fala igual à Júlia.

JULI                      — Você me acha assim tão parecida com a Júlia?

SAMIRA               — Muito. Até seu nome é parecido. Você é Juli. Ela é Júlia.

JULI                      — Não precisa ficar preocupada, Samira. Aquela doutora Júlia não vai voltar.

SAMIRA               — O modo de falar, cabelo, jeito, perfume... Muita coisa em você lembra a doutora... Como se você fosse filha dela... É isso?

JULI                      — Não, Samira. Não sou filha da Júlia. Pare de especular!

SAMIRA               — Quando eu vejo o prazer que você sente ao dizer que essas pessoas não vão sobreviver, aí acho você mais parecida ainda...

JULI                      — Querida Samira, não posso fazer nada. Eles estão tentando invadir a Concentração pelas tubulações, pelos antigos esgotos... que se tornaram a morada dos mutantes-insetos... O mais provável é que sejam exterminados pelos homens e mulheres-formigas!

SAMIRA               — Posso ver?

JULI                      — Não. Não, Samira.

SAMIRA               — Por que não? Deve ser interessante ver esta luta entre essa tal de Liga do Bem e os mutantes-insetos nojentos que vivem nas tubulações. E você tem câmeras, não tem? Não dá pra ver?

JULI                      — Não. Não quero que você veja. E depois você viu que as câmeras estão com algum tipo de interferência...

SAMIRA               — Tenho a impressão de que você quer esconder alguma coisa de mim, Juli.

JULI                      — O que te faz pensar assim?

SAMIRA               — Posso usar a minha mente... agora que absorvi o poder das ondas mentais... da bebezinha sorridente dos grandes olhos claros...

INSERIR EFEITO: ONDAS MENTAIS NO TERCEIRO OLHO DE SAMIRA.

JULI                      — Pare de tentar invadir minha mente!

SAMIRA               — (SENTE DOR) Ai, não sei o que você fez comigo, mas sinto dor toda vez que penso em não te obedecer!

JULI                      — Então pare de se revoltar contra mim, Samira!

SAMIRA               — Estou captando outros sinais. A menininha... ela tá usando seus poderes mentais.

INSERIR EFEITO: ONDAS MENTAIS SAEM DE JUNO, O QUE QUER QUE ELA ESTEJA FAZENDO.

SAMIRA               — Ela tá enviando mensagens para a mãe e pedidos de socorro pro mundo exterior. Está se comunicando, enviando sinais de alerta pra esse pessoal da Liga do Bem!

JULI                      — É impressionante que esta bebezinha, tão novinha, já consegue pressentir tudo em volta de si!

SAMIRA               — Vou tentar bloquear as mensagens da bebê!

INSERIR EFEITO: GUERRA DE ONDAS MENTAIS ENTRE JUNO E SAMIRA, PODE SER INTERCALANDO UMA E OUTRA, OU JOGANDO ONDAS MENTAIS UMA CONTRA A OUTRA, COMO PREFERIREM.

JULI                      — Não canso de ficar maravilhada com os poderes da minha ciência. Você absorve como esponja ou espelho os poderes dos outros, e consegue reproduzir cada um deles.

SAMIRA               — Gostei de absorver os poderes dos bebês Juno e Lúcio!

INSERIR EFEITO: SAMIRA COMEÇA A BRILHAR.

NOVA SIRENE E MAIS LUZES PISCANDO. É UM ALERTA. INSTANTES, DEPOIS PÁRA.

JULI                      — Novo alerta.

SAMIRA               — E o que significa?

JULI                      — Que os invasores estão se aproximando da área de ataque. A partir deste instante, a qualquer momento, vão ser atacados pelos mutantes nojentos dos esgotos! E não vão ter como fugir! Não vão, Samira, não vão!

NO SORRISO MALIGNO DE JULI,

CORTA PARA


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 11h49
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03/07/2008

BLOGO

Blogo, logo existo. Não consigo todo dia blogar, há dias em que tenho reuniões, como ontem, e o tempo se aperta, e minha principal obrigação é entregar capítulo. Então quando eu não blogar, já sabem: estou pegado! Por filho, por novela, por família, por imprensa, por produção, elenco. Ontem foi reunião sobre o game. Tudo indica que daqui a 8 meses devemos ter game de "Os Mutantes" já disponível para jogar. Vou responder agora a alguns comentários. Na cena em que Marcelo começa a se lembrar, para quem não entendeu, FB é flash-back; CDC é Caminhos do Coração. Tenho reuniões de criação com colaboradores e estou sempre pedindo idéias a eles. Fechamos o mês de junho com média acima de 18 e picos de 27. Em julho, nesta primeira semana, 18,19 e 19, com picos de 23, ou seja, seguimos com audiência estável e tendência de aumento de participação sobre o número de ligados, ou seja, meu palpite é que ainda vamos crescer no horário. Quanto ao convite da Globo, nunca houve nada formal, e em entrevistas e conversas informais com amigos e conhecidos da Globo, sempre declaro que meu contrato com a Record vai até 2011, com possibilidade de extensão por mais um ano, se eu estiver com novela no ar, portanto até lá, não há hipótese de minha saída, pretendo honrar meu contrato com a Record até o fim. O que virá a partir daí é questão para conversas futuras. E agora vou voltar pra novela, mas antes vou deixar mais cenas para quem está curtindo este blog:

CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA. SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA DE ARQUIVO. PRÉDIO DE SIMONE. EXT. DIA

CENA 14. apto de simone. INT. DIA

ESMERALDA FAZ CARINHO EM ERNESTO, QUE ESTÁ LENDO AS NOTÍCIAS NO LAPTOP.

ESMERALDA      — Já pensou, Ernesto? Ia ser o máximo se você conseguisse trabalhar no Depecom! Será que é mesmo possível?

ERNESTO            — Acho que sim. Tenho muita experiência com investigação. Eu posso trabalhar na inteligência, como o Carvalho sugeriu.

ESMERALDA      — Mas o Depecom não é da polícia federal? Será que eles aceitam agente da civil como você?

ERNESTO            — Eu acabei de ler uma notícia aqui na internet justamente sobre isso. Eles estão aceitando sim. Os policiais civis e militares estão sendo emprestados ao Depecom para ajudar nas investigações. O problema mutante está tomando proporções tão grandes que está exigindo o esforço conjunto de todos e a unificação das polícias.

ESMERALDA      — Que loucura, meu amor! Como se não bastassem os crimes praticados por humanos... agora a polícia vai ter que conter também os mutantes ferozes...  O que você acha que poderia ser feito pra diminuir a criminalidade?

ERNESTO            — O principal é acabar com a impunidade que reina no país. Os assassinos precisam ir pra cadeia! Se houvesse uma lei mais severa, sem tantas mordomias para os criminosos, a pessoa ia pensar duas vezes antes de cometer qualquer atrocidade.

ESMERALDA      — Também acho. Concordo totalmente. A gente ouve falar de tantos crimes hediondos... e os culpados estão por aí, soltos!

ERNESTO            — Nem me fala, Esmeralda! Fico indignado com isso! É uma piada deixar uma pessoa que matou, que tirou a vida de outro ser humano, ficar cinco, seis anos na cadeia e depois ir pra rua, em regime semi-aberto e liberdade condicional. A lei tem que mudar logo! A sociedade precisa se conscientizar!

ESMERALDA      — Com certeza. É pro bem de todos.

ERNESTO            — Vou mandar um e-mail agora mesmo me prontificando para voltar ao trabalho.

ESMERALDA      — Isso, meu amor! Vai ser ótimo pra você e pro Depecom. Um policial assim, tão íntegro, tão apaixonado pela justiça, não pode ser desperdiçado.

ERNESTO ESCREVE NO LAPTOP, ENQUANTO FALA COM ESMERALDA.

ERNESTO            — Você também ficou animada com o teatro-escola do Nil Carvalho, né, meu amor?

ESMERALDA      — Muito. O Pepe falava super bem do Nil, o pai do Carvalho. Ele realiza um trabalho da maior qualidade... também é um grande incentivador das artes.

ERNESTO            — Então, aproveita essa oportunidade que apareceu. Você vai ser uma excelente professora.

ESMERALDA      — Ai, eu tô querendo, sabia? Nunca dei aula, mas posso tentar.

ERNESTO            — Você vai tirar de letra, tenho certeza.

ESMERALDA      — Acho que eu vou marcar de ir conhecer o teatro-escola e fazer um teste... quem sabe?

ERNESTO            — Ótimo! Também já mandei o e-mail pro Depecom!

ESMERALDA      — Ah, meu amor! Finalmente, estamos tocando a vida pra frente!

ERNESTO            — Nós vamos vencer, minha gata dos olhos verdes. Vamos conseguir realizar todos os nossos sonhos! Prometo.

CLIPE. OS DOIS SE BEIJAM, APAIXONADOS.

 CORTA PARA

CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA. SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA 15. PROGÊNESE/ DEPECOM.INT. DIA

MARTA DISCUTE COM FREDO.

MARTA                — Eu sei muito bem que você fica fazendo ameaças aos mutantes presos... Mas eu tô de olho em você. Se esse rapaz, o Lupo, aparecer morto, você vai ter que se explicar, Fredo! Nenhum agente do Depecom tem autorização para executar mutantes! Ouviu bem?

FREDO                 — Quer saber? Tô de saco cheio de você, Marta! Você tá se metendo demais no meu trabalho! Tá passando dos limites!

MARTA                — Não pense que você vai se safar, Fredo. Você fica assim, irritado, porque sabe que eu tô na sua cola. Tem medo do que eu possa descobrir.

FREDO                 — Medo eu? Não seja ridícula! Não tenho nada pra esconder!

MARTA                — Ah não? Então, me diz... Quem é Celso Setembrini?

NA SURPRESA DE FREDO, ENTRAM METAMORFO, MEDUSO E LUPO.

METAMORFO    — Ninguém se mexa, se não obedecerem serão fulminados pelos raios de Meduso.

FREDO                 — O que é isso? Mutantes! Alerta, policiais. Estamos sendo invadidos. Alerta policiais.

AGENTES (FIGURANTES) SE MOBILIZAM CONTRA OS INVASORES, MAS SÃO ATACADOS POR MEDUSO QUE, AINDA COM AS ALGEMAS PARTIDAS, OS FULMINA COM SEUS RAIOS.

METAMORFO    — Eu avisei para não se mexerem. Os raios dos olhos do Meduso são mais rápidos que as armas de vocês.

MARTA                — Que audácia. Mutantes perigosos no prédio do Depecom. É impressionante o atrevimento de vocês.  Atacando policiais dentro de uma unidade da polícia.

MEDUSO             — E a próxima vai ser você, mulher. Linda, maravilhosa, mas além de humana é policial. Então se prepara para ser fulminada.

MEDUSO VAI FULMINAR MARTA, MAS FREDO, RÁPIDO, SACA A ARMA E ATIRA EM MEDUSO QUE É ATINGIDO.

NESSE MESMO INSTANTE LUPO AVANÇA EM FREDO.

OS DOIS BRIGAM. UMA LUTA RÁPIDA, MAS FEROZ. UM SOCO DE LUPO NOCAUTEIA FREDO. LUPO FOGE.

MEDUSO             — Socorro, Metamorfo, me acode que eu tô sangrando. O canalha me atingiu. Por favor, Meta, me tira daqui.

MEDUSO DESMAIA. MARTA VAI SACAR SUA ARMA PARA RENDER METAMORFO.

INSERIR EFEITO: METAMORFO FICA INVISÍVEL.

ASSIM QUE METAMORFO DESAPARECE, MARTA PEGA O TELEFONE, DISCA APENAS UM NÚMERO E FALA.

MARTA                — Alerta máximo. Prédio do Depecom foi invadido por mutantes perigosos. Alerta máximo. Agentes atacados na minha sala. Alerta máximo de segurança.

MARTA PÕE O TELEFONE NO GANCHO E VAI AJUDAR FREDO QUE ESTÁ CAIDO NO CHÃO.

MARTA                — Fredo!...  Fredo!...  Acorda...   Vamos...

NA CONFUSÃO NO DEPECOM,

CORTA PARA

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 15h17
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02/07/2008

RAPIDINHA

Feliz julho para todos. Bons pensamentos a cada instante. Amanhã prometo tentar responder a alguns comentários.

CENA DE ARQUIVO. LITORAL DE SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA 19. PRAIA DESERTA. CAMPING. ext. dia

VALENTE E MARCELO ANDAM PELA PRAIA. OS DOIS SEM CAMISA.

MARCELO          — Olha ali o camping!

CAM. MOSTRA O CAMPING, DO PV DELES, AINDA AO LONGE:

VALENTE            — O lugar é bonito, mas será que é seguro?

MARCELO          — Parece bem deserto.

VALENTE            — É... E atualmente, sendo caçado por aquele homem, o tal de Celso Setembrini, não sei se isso é bom ou é ruim...

MARCELO          — Por que você diz isso?

VALENTE            — Porque eu tenho vontade de estar num lugar onde eu possa investigar... esse meu passado misterioso...

MARCELO          — Também tenho esta vontade de pesquisar, pra tentar saber quem eu sou...

VALENTE            — Então não era melhor a gente ir pra algum lugar com internet? A internet hoje em dia é a melhor fonte de pesquisas que existe no mundo.

MARCELO          — Com certeza, e é engraçado saber isso, e não conseguir me lembrar nada da minha vida pessoal.

VALENTE            — Nem eu da minha.

MARCELO          — Pelo menos uma coisa nós temos em comum. Somos desmemoriados, sem nenhuma lembrança de nossos passados...

VALENTE            — Você ainda tem a esperança de operar esse negócio aí no seu cérebro e se lembrar de quem você é...

MARCELO          — Resolvi que vou querer uma segunda opinião médica. Sei lá, aquele lugar, a clínica, ela me desperta.... não sei se são lembranças... ou pesadelos...

ENTRADA PARA FB

1 - CDC: CAP. 086 – CENA 1 - MARCELO ENFRENTA LOBISOMEM, NA PROGÊNESE.

INSERIR EFEITO: CAM. MOSTRA CARA DE LOBISOMEM, NA PORTA (OBS. MESMO TAKE DA CENA ANTERIOR).

MARIA ESTÁ ESCONDIDA ATRÁS DE MARCELO.

MARIA                  — Marcelo, pelo amor de Deus! Tô morrendo de medo! Que bicho horroroso!

MARCELO           — Tenta ficar calma. Normalmente os bichos, até mesmo as feras, têm mais medo da gente do que a gente tem medo deles!

MARIA                  — Ele vai nos atacar! Ele tá vindo!

INSERIR EFEITO: PV DO LOBISOMEM: MARCELO E MARIA, ACUADOS. MARCELO APONTA A ARMA PARA O LOBISOMEM.

IMAGEM NORMAL: MARCELO E MARIA RECUAM, OUVINDO URRO DO LOBISOMEM.

MARCELO           — (ATIRA PRA CIMA) Sai daqui!

INSERIR EFEITO: TAKE RÁPIDO: LOBISOMEM ENTRA NO MESMO  QUARTO QUE JÚLIA E BEATRIZ.

MARIA                  — (CORRE, APAVORADA) Vamos fugir daqui, Marcelo!

MARCELO CORRE ATRÁS DE MARIA.

2 - CDC: CAP. 087 – CENA 7 - MARCELO E MARIA ENFRENTAM VLADO.

VLADO VAI EM DIREÇÃO A MARIA.

VLADO AGARRA MARIA, MAS MARCELO JÁ SE LEVANTOU E VEM POR TRÁS DE VLADO.

 COM FÚRIA, MARCELO EMPURRA VLADO, QUE CAI POR CIMA DA MESA DE JÚLIA, DERRUBANDO UM MONTE DE COISAS, MAS SE LEVANTA ÁGIL.

VLADO                 — Agora você conseguiu me irritar!

INSERIR EFEITO: VLADO DÁ SUPER PULO E DERRUBA MARCELO NO CHÃO.

VLADO VEM POR CIMA DE MARCELO, AJOELHA-SE EM CIMA DELE. QUER MORDÊ-LO.

CAM. DETALHA: DENTES DE VLADO, SUA BOCA ARREGANHADA, POR CIMA DE MARCELO, QUE O AFASTA COM OS BRAÇOS.

...

MARIA ACERTA UM CHUTE EM VLADO, QUE LARGA MARCELO. VLADO VAI PRA CIMA DE MARIA, QUE SALTA PARA ESCAPAR.

INSERIR EFEITO: MARIA DÁ UM SALTO ACROBÁTICO E CAI DE PÉ EM CIMA DA MESA.

INSERIR EFEITO: MARIA PULA DE CIMA DA MESA E DÁ UMA VOADORA EM VLADO.

VOLTA DE FB

MARCELO          — Já tinha estado naquela clínica antes!

VALENTE            — Isto é muito sinistro...

MARCELO          — E eu me lembro que havia uma mulher... uma mulher que eu amava...

ENTRADA PARA FB

INSERIR CLIPE – GRANDE AMOR - MARCELO LEMBRA DE BEIJOS COM MARIA.

CAP. 058 CDC – CENA 5.

CAP. 060 CDC – CENA 24.

CAP. 080 CDC – CENA 1

CAP. 091 CDC – CENA 7.

CAP. 129 CDC – CENA 23.

CAP. 137 CDC – CENA 26

VOLTA DE FB

MARCELO          — É engraçado. Tô me lembrando. E eu gostava muito, muito de beijá-la, de namorá-la... Eu amava esta mulher... Ela é o amor da minha vida! Tô conseguindo até ver o rosto dela!

NA FELICIDADE DE MARCELO, AO SE LEMBRAR DE MARIA,

CORTA PARA

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 00h11
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30/06/2008

MAIS UM MÊS

Junho está acabando e o bebê não está mais banguela. Dois lindos dentinhos de baixo começaram a nascer e já despontam em seus sorrisos e gargalhadas de felicidade. Meu bebê ainda não fala, mas gargalha como criança grande, com imensa gostosura. Segue abaixo mais uma cena que deve ir ao ar hoje, segunda. Fechamos a novela no mês de junho com média próxima a 19 e a semana passada com média 18 e pico de 25. É muita gente, dezenas de milhões de pessoas, no Brasil, vendo "Os Mutantes - Caminhos do Coração" 

CENA 20. cela dos bebês. INT. NOITE

BIANCA E LEONOR AINDA ESTÃO NERVOSAS.

BIANCA               — Meu Deus! O que aquela maluca vai fazer com nossos filhos?

LEONOR              — Eu não sei!

BIANCA SE APROXIMA DA PORTA E BATE COM FORÇA, DESESPERADA.

BIANCA               — (GRITA) Eu quero minha filha! Juno! Cadê você?!

BIANCA VIRA-SE, FALA CHORANDO COM LEONOR.

BIANCA               — Eu não tô conseguindo receber nenhuma mensagem telepática da minha filha, Lê!

LEONOR CONFORTA BIANCA.

LEONOR              — Calma, amiga! Eu também tô desesperada... mas nós temos que manter a calma...

BIANCA               — Eu não entendo... por que ela levou os bebês? Por quê?

LEONOR              — Eu acho que os nossos filhos são peças importantes de algum plano da Juli.

BIANCA               — Como assim?

LEONOR              — Talvez porque nossos filhos são poderosos... O Lúcio tem o poder da luz... a Juno da super comunicação... A Juli deve estar bolando alguma coisa muito doida... eu não sei o que é... mas tenho certeza de que os bebês fazem parte de algum plano diabólico que ela quer realizar.

BIANCA               — Ai, meu Deus! Ela vai machucar nossos bebês... Lê, eu tô apavorada! Nós temos que salvar nossos filhos!

LEONOR              — Calma, Bibi! Calma! Vamos pensar! Primeiro, nós temos que arrumar um jeito de escapar daqui... e depois a gente resgata nossos filhos...

BIANCA               — Mas como que a gente vai sair desta cela?

LEONOR              — Vamos encontrar um jeito... (DETERMINADA) Essa doida varrida não vai usar nossos bebês pra fazer o mal!

NAS REAÇÕES DELAS,

CORTA PARA

CENA 21. laboratório. INt. NOITE

CONT. DA CENA ANTERIOR. OS BEBÊS NOS BERÇOS. SAMIRA COBRA DE JULI.

SAMIRA               — Só que eu quero que você me conte toda a verdade, Juli! Eu quero saber por que esses bebês são importantes. Qual é o seu plano, hein Juli?

JULI                      — O que é isso? Por que todo esse interrogatório?

SAMIRA               — Eu só estou curiosa... já que estou nessa... quero saber tudo o que você está pretendendo...

JULI                      — Samira, ainda é muito cedo pra você ficar sabendo...

SAMIRA               — Juli, eu tenho esse direito... acho que não custa nada você me contar... você não confia em mim?

JULI                      — Claro que confio! Confio tanto que você está aqui, do meu lado, trabalhando comigo.

SAMIRA               — Eu sempre vou estar do teu lado... aconteça o que acontecer...

JULI                      — (SORRI) Fico feliz pela sua fidelidade.

SAMIRA               — Eu sou fiel! Falta você confiar um pouco em mim.

JULI                      — Samira, o que eu posso te adiantar por enquanto, é que você também é muito importante para o meu plano.

SAMIRA               — Eu?

JULI                      — Você mesma... os bebês e você... por ora é só o que eu posso dizer... mas te prometo que em breve, muito em breve, você vai ficar a par de tudo.

SAMIRA               — (DESANIMADA) Já vi que não vou conseguir arrancar nada de você... então, me diga uma coisa, quando vou pra cidade, pro continente?

JULI                      — Isso também... no momento certo você vai ser avisada...

SAMIRA               — Ah, não! Eu quero saber agora! Você sabe o quanto é importante pra mim, conhecer a cidade grande, ver ao vivo tudo aquilo que só vi pela televisão...

JULI                      — Você vai ter todo o tempo do mundo pra conhecer São Paulo... Minha nossa, quanta ansiedade, hein?

SAMIRA               — (DECIDIDA) Juli, sabe de uma coisa? Se você realmente quer minha ajuda, vai ter que me dizer tudo o que sabe. Agora!

NA REAÇÃO DE JULI,

CORTA PARA

CENA 22. GALPÃO. EXT.NOITE

MARIA AINDA ENVOLTA EM BORBOLETAS. CLEO  FALA À PARTE COM BETO.

CLEO                    — Beto, olhando você assim, tão encantado pela Maria, eu acabei de lembrar da minha irmã. A Regina me perguntou muito por você. Ela tem fantasias românticas a teu respeito.

BETO                    A Regina é uma garota incrível. A gente namorou um tempinho, antes de eu vir pra ilha pela primeira vez. Mas depois aconteceu tanta coisa, foram tantos problemas e confusões, que a gente nem se falou mais...

CLEO                    — Pois é, Beto, a Regina gosta de você. Eu até disse para ela não ter muitas esperanças. Que você me parecia gostar da Maria. Ela ficou super chateada, mas me disse que vai brigar por você, que não vai te deixar escapar.

BETO                    — Jura que ela falou isso? A Regina é muito legal, qualquer homem se sentiria honrado em tê-la como mulher. Mas, Cleo, quando eu conheci a Regina eu já estava apaixonado pela Maria. Eu fugia desse amor, por que ela era namorada do meu irmão. Mas o meu amor pela Maria é anterior ao namoro dela com o Marcelo.

CLEO                    — Sério? De qualquer modo, Beto, eu te peço para tratar essa questão com muito cuidado para não magoar a Regina. Minha irmã é uma pessoa muito legal.

BETO                    — Não se preocupe, Cleo. Eu te agradeço por você ter tido essa conversa comigo. Quando voltar para São Paulo vou conversar com ela e esclarecer tudo. 

INSERIR EFEITO:CAM. MOSTRA NOÉ, QUE BRINCA COM MARIA, VAVÁ, PERPÉTUA, PACHOLA E AS BORBOLETAS.

NOÉ                      — Maria, as borboletas gostaram de você, elas querem ficar suas amigas. Acham que você é uma delas.

MARIA                 — Para com isso, Noé. Já basta o Vavá falando que as borboletas são parecidas comigo. Nunca tinha visto borboletas à noite.

SONORIZAÇÃO: OUVE-SE UM URRO FORTE DE DINOSSAURO. SUSTO.

PACHOLA           — Que barulho esquisito foi esse?

VAVÁ                   — Será que é aquele dinossauro feioso que tá rondando por aqui?

TONI                     — Vavá tem razão. Esse barulho esquisito só pode ser o velociraptor.

CLEO                      Não é o velociraptor. Esse barulho parece ser mais denso e forte. Isso está parecendo o som emitido por  um animal mais poderoso.  O som do Tiranossauro Rex

MARIA                 — Tiranossauro Rex? Eitalêle!!!

SONORIZAÇÃO: UM URRO MAIS FORTE. O CHÃO TREME.

 


Escrito por TIAGO SANTIAGO às 18h02
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